Para tudo o que é necessário decidir, há a comissão.
Comissão de Ética, de Justiça, dos paninhos quentes, dos pastéis de nata. Para tudo, a AR funciona como um misto de comissões e omissões.
Hoje foi a vez de Zeinal Bava estar durante pelo menos duas horas, a dizer constantemente que o Meo vai ser primeiro em 2011, que é inovador, que tem uma excelente equipa de marketing, que tem uma Golden Share, que teve o Rui Pedro Soares e que afinal queria o Moniz na TVI.
João Semedo perguntou e bem porque é que a PT não avança agora para o negócio que ficou inquinado em vésperas de eleições, para que o Estado não usasse a Golden Share para os efeitos que pretendia.
Ontem, ja tinha sido Moniz, antes Manuela e um sem número de jornalistas, como se fosse de agora a intromissão do Governo nos meios de comunicação social. Parece que vivemos num país novo e que só agora o Governo decide controlar a informação e o que sai cá para fora.
Era bom que as "virgens ofendidas" que desencadearam toda esta problemática pusessem os olhos lá fora, onde não há pejo em assumir de que lado se está.
Mas este é um problema das jovens democracias. A nossa tem 35 anos, mas ainda pensa como uma de 18, capaz de mudar o mundo e arredores. Pede ainda conselhos aos pais e por isso existem as comissões...
quarta-feira, 10 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
PErChé? (Porquê?)
O controlo das contas públicas deste PEC vai ter o resultado prático que os últimos anos nos têm mostrado. São sempre os mesmos que o vão pagar, mas sobretudo, sustentar.
De acordo com o Diário Económico, em termos de despesa temos:
- TGV adiado nas linhas Lisboa/Porto e Porto/Vigo (O que por si só aumenta ainda mais o fosso entre Norte e Sul como regiões desenvolvidas. O estímulo económico que poderia vir do TGV, do qual tenho muitas dúvidas, não será abrangente)
- Corte no Investimento Público (ainda hoje li um mail que me enviaram sobre o uso da produção nacional, a qual afectaria positivamente todos os sectores, portanto, corta-se no investimento público, que é melhor...)
- Salários Congelados (como é óbvio, os da Função Pública, esses malandros. Os bancos e os gestores públicos não são contemplados, apenas aqueles que se conseguem manter vivos por 500 Euros por mês...)
- Apoios à economia retirados (como por ex. alargamento do subsídio de desemprego e subsídio de contratação de jovens, acções anunciadas com pompa e circunstância pelo mestre de cerimónias que é José Sócrates e pelos seus séquitos acólitos. Mais uma vez, palavras da boca para fora sem sentido prático para o país...)
Nas receitas, o panorama é semelhante:
- Novo escalão do IRS (o Governo cria um escalão de 45% para pessoas que declarem rendimentos anuais superiores a 150 mil euros. Pedro Sousa Pereira disse há pouco na RTP N que existem milhares de portugueses que declaram 150 mil euros por ano. Eu gostava que ele me dissesse quais...)
- Tributação das mais-valias da bolsa (onde existe mais uma taxa, neste caso de 20%. E se existe mais uma taxa, significa mais um imposto. Encapotado é certo, mas imposto)
- Privatizações (onde se espera atingir 6 mil milhões de euros, um pouco mais de metade do que é suposto abater. Finalmente, o BES e outros terão novos horizontes para alargar os seus tentáculos)
Quanto à banca, nem uma palavra. Os mesmos de sempre que criam fortunas e fortunas não são atingidos.
Os cortes no investimento público, para dar lugar ao privado é exaltado.
Ou seja, nada de novo num governo que se diz socialista, mas que de social tem muito pouco...
De acordo com o Diário Económico, em termos de despesa temos:
- TGV adiado nas linhas Lisboa/Porto e Porto/Vigo (O que por si só aumenta ainda mais o fosso entre Norte e Sul como regiões desenvolvidas. O estímulo económico que poderia vir do TGV, do qual tenho muitas dúvidas, não será abrangente)
- Corte no Investimento Público (ainda hoje li um mail que me enviaram sobre o uso da produção nacional, a qual afectaria positivamente todos os sectores, portanto, corta-se no investimento público, que é melhor...)
- Salários Congelados (como é óbvio, os da Função Pública, esses malandros. Os bancos e os gestores públicos não são contemplados, apenas aqueles que se conseguem manter vivos por 500 Euros por mês...)
- Apoios à economia retirados (como por ex. alargamento do subsídio de desemprego e subsídio de contratação de jovens, acções anunciadas com pompa e circunstância pelo mestre de cerimónias que é José Sócrates e pelos seus séquitos acólitos. Mais uma vez, palavras da boca para fora sem sentido prático para o país...)
Nas receitas, o panorama é semelhante:
- Novo escalão do IRS (o Governo cria um escalão de 45% para pessoas que declarem rendimentos anuais superiores a 150 mil euros. Pedro Sousa Pereira disse há pouco na RTP N que existem milhares de portugueses que declaram 150 mil euros por ano. Eu gostava que ele me dissesse quais...)
- Tributação das mais-valias da bolsa (onde existe mais uma taxa, neste caso de 20%. E se existe mais uma taxa, significa mais um imposto. Encapotado é certo, mas imposto)
- Privatizações (onde se espera atingir 6 mil milhões de euros, um pouco mais de metade do que é suposto abater. Finalmente, o BES e outros terão novos horizontes para alargar os seus tentáculos)
Quanto à banca, nem uma palavra. Os mesmos de sempre que criam fortunas e fortunas não são atingidos.
Os cortes no investimento público, para dar lugar ao privado é exaltado.
Ou seja, nada de novo num governo que se diz socialista, mas que de social tem muito pouco...
89 Anos (II)
A análise ao aniversário do Partido era para ser feita depois, mas o Twitter faz com que tenhamos de em mais de 140 caracteres explicar o que nos vai na alma e o que sentimos quando falamos em PCP e na sua visão.
A discussão "twitteana" começou porque o PCP disse mais uma vez que "as políticas de direita" são responsáveis pela discriminação das mulheres. As políticas de direita são responsáveis por muitas coisas, porque apesar de um partido se chamar Socialista e ter estado e está no poder, não quer dizer que o pratique da forma mais digna para as pessoas.
As pessoas, e não só os trabalhadores, os operários, as mulheres, os oprimidos e tantos outros adjectivos e profissões que poderiam ser dados e que podem ser substituídos pela palavra "pessoas".
E é para o bem-estar das pessoas que o PCP tem de estar virado. Nas autarquias, na AR e nos meios que possibilitam chegar às pessoas. Muitas vezes se fala do BE, que com as suas teorias dogmáticas chega aos órgãos de comunicação social. Pois bem, é aí que deve ser feita a chegada da mensagem, de preferência com uma clarificação do discurso.
Apostar sempre no mesmo tipo de discurso (políticas de direita, direitos dos trabalhadores, dos operários, dos reformados) é fazer com que não haja "vontade" quer dos OCS, quer das pessoas de ouvir o PCP.
Se isso implicar um esforço suplementar para que o PCP seja escutado, ouvido e divulgado como tem sido o BE, que se faça. Quantos esforços se fez para que o Partido passasse a palavra da luta e se fizesse ouvir em determinadas situações?
O que não se pode pedir é que quando criticamos o tipo de discurso, sejamos logo contra-corrente, porque assim a discussão não será proveitosa para nenhum dos lados.
Um bom exemplo pode ser este PEC vergonhoso que o Partido Socialista se apresta para fazer passar com a conivência do PSD e do CDS-PP. A esta hora (16:13), o PCP ainda não fez uma declaração sobre o que representa este PEC para as pessoas. As pessoas que trabalham dia-a-dia na esperança de sobreviverem, mediante as maiores adversidades que lhes são colocadas.
Acabo com um exemplo muito claro. As pessoas, hoje em dia, não gostam da política. Sentem-se enganadas pelos políticos e de todos os quadrantes. Um bom exemplo que o Partido deve fazer é explicar às pessoas, através das mais diversas formas, o que tem feito, seja na TV, na rádio, no Facebook, no Twitter, onde calhar...Interessa é que se passe a mensagem que é com o PCP que podem contar para resolver os seus problemas e não com a crítica às "políticas de direita"...
A discussão "twitteana" começou porque o PCP disse mais uma vez que "as políticas de direita" são responsáveis pela discriminação das mulheres. As políticas de direita são responsáveis por muitas coisas, porque apesar de um partido se chamar Socialista e ter estado e está no poder, não quer dizer que o pratique da forma mais digna para as pessoas.
As pessoas, e não só os trabalhadores, os operários, as mulheres, os oprimidos e tantos outros adjectivos e profissões que poderiam ser dados e que podem ser substituídos pela palavra "pessoas".
E é para o bem-estar das pessoas que o PCP tem de estar virado. Nas autarquias, na AR e nos meios que possibilitam chegar às pessoas. Muitas vezes se fala do BE, que com as suas teorias dogmáticas chega aos órgãos de comunicação social. Pois bem, é aí que deve ser feita a chegada da mensagem, de preferência com uma clarificação do discurso.
Apostar sempre no mesmo tipo de discurso (políticas de direita, direitos dos trabalhadores, dos operários, dos reformados) é fazer com que não haja "vontade" quer dos OCS, quer das pessoas de ouvir o PCP.
Se isso implicar um esforço suplementar para que o PCP seja escutado, ouvido e divulgado como tem sido o BE, que se faça. Quantos esforços se fez para que o Partido passasse a palavra da luta e se fizesse ouvir em determinadas situações?
O que não se pode pedir é que quando criticamos o tipo de discurso, sejamos logo contra-corrente, porque assim a discussão não será proveitosa para nenhum dos lados.
Um bom exemplo pode ser este PEC vergonhoso que o Partido Socialista se apresta para fazer passar com a conivência do PSD e do CDS-PP. A esta hora (16:13), o PCP ainda não fez uma declaração sobre o que representa este PEC para as pessoas. As pessoas que trabalham dia-a-dia na esperança de sobreviverem, mediante as maiores adversidades que lhes são colocadas.
Acabo com um exemplo muito claro. As pessoas, hoje em dia, não gostam da política. Sentem-se enganadas pelos políticos e de todos os quadrantes. Um bom exemplo que o Partido deve fazer é explicar às pessoas, através das mais diversas formas, o que tem feito, seja na TV, na rádio, no Facebook, no Twitter, onde calhar...Interessa é que se passe a mensagem que é com o PCP que podem contar para resolver os seus problemas e não com a crítica às "políticas de direita"...
sábado, 6 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Há coisas fantásticas
Depois da pouca vergonha que ontem protagonizou, Paulo Pinto Mascarenhas volta outra vez no i, a assumir, supostamente como jornalista, como não se deve ser imparcial, senão vejamos.
O título de hoje é "Passos Coelho começa demolidor na corrida a líder".
Olhando para o texto, notamos pérolas como esta: Segundo os dados a que o i teve acesso, a candidatura de Passos Coelho está neste momento com 68%, contra 26,11% de Paulo Rangel e 3,5% de José Pedro Aguiar-Branco. . Acho extraordinário como é que o i apura uns dados tão consensuais para achar Pedro Passos Coelho tão demolidor.
Mas depois vem a justificação para a notícia: Os números são provisórios uma vez que foram eleitos aproximadamente 398 delegados em 750.. Bem, parece que são pouco mais de 50% dos delegados que o i teve acesso, mas mesmo assim optou pela primeira página com uma notícia assim. Critérios...
Realça ainda o facto de em algumas distritais Coelho "arrasar", como em Castelo Branco ou Lisboa. Castelo Branco que é um distrito onde o PS manda há uns bons 20 anos, logo é um óptimo indicador para o PSD.
O que mais me espanta neste jornalismo de meia-tigela (posso dizer, não posso?) é que a vergonha já não existe há muito em algumas redacções, e o próprio condicionamento de expressão tem sempre um pau de dois bicos, consoante a tendência existente.
Fazer uma primeira página do jornal baseada em pouco mais de 50% dos factos é um sintoma grave e preocupante. É que assim, também eles contribuem para o lodo de onde estão sempre a tentar sair...
O título de hoje é "Passos Coelho começa demolidor na corrida a líder".
Olhando para o texto, notamos pérolas como esta: Segundo os dados a que o i teve acesso, a candidatura de Passos Coelho está neste momento com 68%, contra 26,11% de Paulo Rangel e 3,5% de José Pedro Aguiar-Branco. . Acho extraordinário como é que o i apura uns dados tão consensuais para achar Pedro Passos Coelho tão demolidor.
Mas depois vem a justificação para a notícia: Os números são provisórios uma vez que foram eleitos aproximadamente 398 delegados em 750.. Bem, parece que são pouco mais de 50% dos delegados que o i teve acesso, mas mesmo assim optou pela primeira página com uma notícia assim. Critérios...
Realça ainda o facto de em algumas distritais Coelho "arrasar", como em Castelo Branco ou Lisboa. Castelo Branco que é um distrito onde o PS manda há uns bons 20 anos, logo é um óptimo indicador para o PSD.
O que mais me espanta neste jornalismo de meia-tigela (posso dizer, não posso?) é que a vergonha já não existe há muito em algumas redacções, e o próprio condicionamento de expressão tem sempre um pau de dois bicos, consoante a tendência existente.
Fazer uma primeira página do jornal baseada em pouco mais de 50% dos factos é um sintoma grave e preocupante. É que assim, também eles contribuem para o lodo de onde estão sempre a tentar sair...
A Promiscuidade, segundo o Jumento
"Cada vez mais me enoja a promiscuidade na capital deste país, um pequeno grupo de gente que se auto-designa de elite, nascidos na classe média da administração salazarista e que hoje domina uma boa parte da vida. São jornalistas, são deputados, são jurisconsultos, são consultores das mais variadas artes, são comentadores televisivos, são gente que nunca teve dificuldades na vida, a quem para arranjar um emprego para um filho basta um telefonema, para comprarem um carro novo basta uma cunha para mais uma avença. Se foram apanhados na declaração de IRS telefonam ao fulano tal, se precisam de uma operação no hospital passam à frente da fila de espera, resolvem todos os seus problemas com um mero telefonema, são um verdadeiro grupo mafioso assente numa imensa rede de contactos, de compadrios assentes na troca de valores. Esta gente não tem cor política, não tem ideologia, não tem princípios, não tem o mais pequeno respeito pelo povo que os alimenta e enriquece, de manhã são jornalistas e à noite bloggers, num dia são magistrados e no outro juízes desportivos, se estão na oposição coleccionam avenças, quando beneficiam do poder vão para administradores de empresas públicas, ora são assessores de líderes partidários, ora são directores de jornais. Esta gente não imagina o que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se sofre quando se tem de alimentar filhos sem ter dinheiro, não sabem o que é mandar um filho para a escola sem o pequeno-almoço. Não sabem, não imaginam, nem querem saber, têm o maior do desprezo pelo povo cuja opinião gostam de manipular. No entanto ganham rios de dinheiro a comentar nas televisões sobre a melhor forma de resolver os problemas do país e dos portugueses. Andam por aí a alardear grandes currículos, são ilustres jurisconsultos, jornalistas de primeira água, comentadores televisivos, sentem-se superiores aos que tanto usam nos seus discursos de conveniência. Queixam-se da crise mas ganham com ela, propõem sacrifícios para os outros mas multiplicam a sua riqueza, preocupam-se com a iliteracia mas olham para os outros com o desprezo e incomodam-se pela falta do perfume a 100 euros, há décadas que propõem novas soluções e o resultado é aquilo que se vê. Cada vez sinto mais nojo desta elite que julga que todo o poder eleito pelo povo lhes deve prestar vassalagem, estão convencidos de que só os “bem falantes” têm direito a expressar as suas opiniões, que julgam que o povo que vota é uma imensa borregada que lhes deve perguntar onde devem votar, que acham que podem fazer e desfazer qualquer político. É tempo de dizer não a esta imensa promiscuidade disfarçada de bons princípios. É preciso dizer não a esta gente, denunciá-la, combatê-la, antes que passemos a sentir nojo do próprio país. Portugal não é esta seita de proxenetas de gravata Hermes, que se instalou no poder da capital para viver à custa do subdesenvolvimento do país. O meu país é o meu povo e esse é eticamente muito superior a esses canalhas, é gente que sua por cada tostão de ganha, trabalhadores que tiram dos seus filhos os impostos que alimenta essa elite da treta, empresários que todos os meses lutam para que as suas empresas consigam pagar os ordenados dos trabalhadores no fim do mês."
Retirado daqui
Retirado daqui
terça-feira, 2 de março de 2010
Triste Sina
No Prós e Contras de hoje, discute-se pela enésima vez o país. E discute-se o problema do desemprego.
Problemas estruturais (quais?), probelmas económicos, problemas sociais. Tudo são problemas para justificar o desemprego que continua a aumentar em Portugal, sem esperança que decresça.
O problema será qual, então? Opinar, como muita gente opina? Ou arranjar soluções práticas em vez de discursos ideológicos e demagogos?
No Jugular, João Galamba contesta a greve de quinta-feira, mas não apresenta soluções. Para deputado, estava sinceramente à espera de um pouquinho mais.
Problemas estruturais (quais?), probelmas económicos, problemas sociais. Tudo são problemas para justificar o desemprego que continua a aumentar em Portugal, sem esperança que decresça.
O problema será qual, então? Opinar, como muita gente opina? Ou arranjar soluções práticas em vez de discursos ideológicos e demagogos?
No Jugular, João Galamba contesta a greve de quinta-feira, mas não apresenta soluções. Para deputado, estava sinceramente à espera de um pouquinho mais.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Os ofendidos
O autor do excelente blog "O Jumento" vem na capa do i de amanhã. Tudo porque alguém ficou ofendido com o que se escreve. As prima donas que insistem em dedicar-se aos interesses próprios em vez dos do país resolvem os assuntos assim, seguindo as lições do "chefe".
Não há pachorra para estes mentecaptos que tiveram e têm lugares distintos nos destinos do país.
Portugal é isto!
Disse Alberto João Jardim na gala que a SIC transmitiu hoje sobre a Madeira.
E Portugal continua a gostar da tragédia. Pensa sempre que o mal é uma característica própria nossa e que a nós, só a nós nos diz respeito.
São as cheias, é o vento forte com rajadas, são os caudais dos rios que sobem, são as estradas alagadas. Tudo serve de desculpa para se falar de mau planeamento e ordenamento do território. Tudo serve para colocarmos umas capas e agradarmos.
E por isso, a tragédia que se viveu na Madeira, fruto de muitas condicionantes, para além do tempo, serviu agora também para mostrar que as pessoas estão e estiveram unidas para salvarem a sua sobrevivência. Porque é disso que se trata. De sobrevivência.
E lá vamos nós, ligando para as figuras públicas nos atenderem e responderem, contribuindo para não se sabe onde e com que resultados.
Depois da Madeira, virão as escutas e o Primeiro-Ministro, acompanhados das eleições folclóricas do PSD, onde quem falar mais alto, ganhará. Muitos defendem que é a diversidade de opiniões. Eu defendo que a diversidade de opiniões não contribui para o esclarecimento, porque depois dos resultados, é cada um para seu lado.
Portugal é isto: o circo total e completo, onde nós somos os palhaços finais...
E Portugal continua a gostar da tragédia. Pensa sempre que o mal é uma característica própria nossa e que a nós, só a nós nos diz respeito.
São as cheias, é o vento forte com rajadas, são os caudais dos rios que sobem, são as estradas alagadas. Tudo serve de desculpa para se falar de mau planeamento e ordenamento do território. Tudo serve para colocarmos umas capas e agradarmos.
E por isso, a tragédia que se viveu na Madeira, fruto de muitas condicionantes, para além do tempo, serviu agora também para mostrar que as pessoas estão e estiveram unidas para salvarem a sua sobrevivência. Porque é disso que se trata. De sobrevivência.
E lá vamos nós, ligando para as figuras públicas nos atenderem e responderem, contribuindo para não se sabe onde e com que resultados.
Depois da Madeira, virão as escutas e o Primeiro-Ministro, acompanhados das eleições folclóricas do PSD, onde quem falar mais alto, ganhará. Muitos defendem que é a diversidade de opiniões. Eu defendo que a diversidade de opiniões não contribui para o esclarecimento, porque depois dos resultados, é cada um para seu lado.
Portugal é isto: o circo total e completo, onde nós somos os palhaços finais...
domingo, 28 de fevereiro de 2010
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