Um ano depois

Após as odes ao novo salvador do Mundo, nada de novo mudou.
Israel continua a isolar e a matar na Palestina, o Iraque, Paquistão e Afeganistão estão mais mortíferos que nunca.
As críticas internas aumentam e Obama continua com um capital de positivismo impróprio até para os políticos mais descuidados.
Até ganhou um Nobel, mas nem isso faz com que mude efectivamente algo.
Faltam ainda três anos, é verdade, mas no primeiro ano, o que foi mostrado, foi muito pouco...

Coisas boas de se ouvir



Interpol - Turn On The Bright Lights

Coisinhas deste nosso Portugal

- Temos sempre uma tendência para o pessimismo, para pegarmos sempre em desgraça e amputarmos à nossa existência, por isso, e alarmados pela comunicação social, os portugueses começam a correr em direcção aos Centros de Saúde e aos Hospitais por causa da gripe A. A todos nos acontece isso, e todos correm na direcção de uma baixa, de uma ausência ao trabalho, de nada fazerem...

- Pelo contrário, existem uns quantos que fazem e muito. Por exemplo, Armando Vara é conhecido por fazer mais fora da lei, do que dentro da própria lei. É impressionante o rol de aventuras que este transmontano nos tem brindado com a sua queda para a ilegalidade, sempre conivente com o Governo PS e com o seu amigo Sócrates. A tomada de decisão sobre a sua suspensão de administrador do BCP só faz bem, para já, àqueles que ainda pensam que existe justiça em Portugal...

- Por falar em justiça, o Conselho da mesma da ainda não homologada pelo novo estatuto jurídico Federação de Futbeol, decidiu, ao fim de 4 meses, que o campeão de juniores da época passada é o Sporting. 4 meses depois e já depois de se ter feito um jogo à porta fechada em Alcochete e do campeonato ir adiantado, o Conselho de Justiça pronuncia-se. Pronuncia-se tarde e a más horas, bem próprio do nosso estado de espiríto...

- Já lhe tinha feito a homenagem, mas achei excessivo que a Radar pussesse pessoas a falarem do António Sérgio. Bastavam os relatos em pequenas frases que sintetizavam a personalidade do "lobo". Era o suficiente, para além de se passarem durante o dia, as músicas e os grupos de que ele gostava. Era o suficiente...

Morreu o lobo



Foto: Blitz

Despediu-se hoje de nós com um problema cardíaco. Não se despedirá de nós e ficará, como ele queria que fosse, recordado pelo que deu á rádio e aos seus ouvintes. Da Comercial à Radar, o "lobo" ficará sempre com o uivo gravado na minha memória.

Bem-hajas e descansa em paz, de preferência na procura de novos sons, como sempre fazias...

A melhor homenagem que se podia fazer

João Aguardela deixou-nos este ano fisicamente, mas em espiríto, em canções e em qualidade ele continua por cá, e antecipando a homenagem que lhe vão fazer na próxima semana, foi criado um site onde é possível gravar para o nosso disco rígido e depois para o periférico que se quiser, os primeiros quatro álbuns do projecto Megafone.

Está tudo aqui.

Disfrutem!

Coisas boas de se ouvir



Blur - The Best Of

Curtas

- A tomada de posse dos Ministros já foi. Venha agora a dos Secretários de Estado, esses fantásticos quadros de segunda linha, que por razão política ou de falta de votos vão para Secretarias de Estado execer o cargo a "bem da Nação". Olhando para a lista vemos que existem muitos que continuam e muitos que chegam, não por mérito próprio, mas sim por mérito político. E isso explica muita coisa...

- Com a questão dos ministros resolvida, as televisões lembraram-se de que há uns meses atrás, a nossa brilhante Justiça decidiu devolver uma criança, que sempre viveu em Portugal, à sua mãe biológica, que está na Rússia e é mais conhecida por gostar de vodk do que educar a filha. Os ministros estão escolhidos, os secretários de estado também, então vamos à Rússia ver como anda a menina e entramos na teoria do choradinho para ver se pega e se "estupidificamos" mais um pouco as pessoas...

- Acabaram os Gato Fedorento e a SIC voltou ao terceiro lugar nas audiências globais dos dias. É impressionante como não é descoberto um antídoto que batalhe as novelas portuguesas da TVI ou os simplórios concursos da estação pública. A SIC ainda não percebeu o que se passa e assim pode ter sentido ouvir-se falar em novas "remodelações"...

Às terças há um vereador do Porto que assume o pelouro do atendimento

Notícia i:

"Era para falar com o vereador Rui Sá. Ele está à nossa espera." Às terças-feiras à tarde o movimento aumenta na Câmara do Porto. O segurança já não estranha e quase de forma mecânica orienta quem chega: "Sobem no elevador até ao 4.o andar e depois perguntam. É mais fácil."

Do lado de fora do gabinete de Rui Sá, o vereador da CDU na autarquia, os bancos encostados à parede costumam estar vazios. Mas não às terças- -feiras. Rui Sá dedica o dia a ouvir quem o procura na esperança de ver os seus problemas resolvidos.

Maria Cândida entra no gabinete e não se importa com as fotografias: "Não devo nada a ninguém." Vai falar com o vereador pela terceira vez por causa de um problema da filha. Rui Sá já enviou cartas a ver se conseguem uma casa para ela e os filhos. Houve desenvolvimentos no processo e o vereador prepara-se para escrever mais uma carta, agora "ao presidente da Junta de Paranhos, a ver se ele manda o tal relatório". Todos os munícipes atendidos têm uma capa com toda a documentação sobre os seus problemas. "A maioria das pessoas vem aqui por uma casa. Mas não é só", explica.

Minutos depois, Rui Sá ouve um casal. A conversa começa pelo resultado das autárquicas, mas Narciso, antiga glória do Leixões e do Braga, vai ali por uma boa notícia. Graças ao apoio do vereador, uma questão com a EDP foi resolvida e o casal viu--se livre de uma dívida que não tinha contraído. Rui Sá explica que recebe as pessoas "em primeiro lugar, porque merecem" e depois porque isso lhe "permite trabalhar com conhecimento de causa". E diz que criou ali o gabinete de um provedor, a mesa de um assistente social e a cadeira de um psicólogo, mesmo que seja até tarde. Heitor, um dos munícipes, lembra que ali nunca há pressas: "Uma vez cheguei e já passava das 21h30. Havia gente lá fora e só ia jantar quando todos estivessem atendidos."

Rui Sá tenta ajudar com cartas, requerimentos ou denunciando as questões em reuniões de câmara. Às 17h00, a senha ia no número seis e a secretária diz que já distribuiu até ao 20. "O meu recorde foram 32 pessoas. Saí daqui muito tarde, mas enquanto houver alguém não me vou embora. Se estão aqui é porque precisam."


Se há definição de serviço público, este é um bom exemplo!

Também posso opinar sobre o Governo?

Sócrates demorou, demorou, demorou e demorou para apresentar o novo Executivo e ele aí está.

Ao melhor estilo hollywoodesco, Sócrates manteve o chamado "núcleo duro" e mostrou umas novas caras, com o típico marketing a que nos habituou.

A escolha de Isabel Alçada dá para fazer uns trocadilhos com os livros que escrevia. A escolha de Gabriela Canavilhas dá para termos uma ministra "sexy", bonita, pianista (que é uma coisa chique), mas que já veio reclamar que necessita de mais dinheiro para a pasta que vai gerir.
O facto de ter mais mulheres do que nunca houve é mesmo para a imprensa poder falar nisso e distrair-se de outras coisas.
A escolha de uma ex-sindicalista para Ministra do Trabalho é apenas e só para que as pessoas pensem que Sócrates é bonzinho e até pensa nos trabalhadores. É pena que Van Zeller já tenha vindo dizer que é uma escolha acertada, ou seja, deixa-nos mais descansados sobre o que aí vem.

Quanto ao resto, nada de novo ou surpreendente num Governo que vai ter de saber dialogar. A escolha dos "técnicos" ao serviço do Estado e do País pode ser uma boa ideia, mas a prática no terreno é que conta e para isso é preciso estaleca que a maioria dos ministros não tem.

Mais do mesmo?

Eu sei que ainda falta muito...

Mas será que o Pai Natal vai ser amigo?