quinta-feira, 7 de junho de 2012

Prometheus

O design futurista de “Prometheus”, o novo filme de Ridley Scott e que muitos dizem ser a prequela de Aliens. A galeria está no site da CBS. Também publicado aqui.

terça-feira, 17 de abril de 2012

O polvo

Vitor Santos, ex-secretário de Estado PS é o Presidente da ERSE.
José Braz, um dos vogais do Conselho de Administração, foi ex-secretário de Estado do PSD.
Ascenso Simões, outro dos vogais do Conselho de Administração da ERSE, foi ex-secretário de Estado do PS.

Estes três senhores tomaram a decisão de aumentar o preço do Gás. Estes três senhores pertencem ao núcleo político que nos tem dirigido nestes últimos 30 anos com os resultados que se conhecem.

A vergonha não é para todos, seguramente! (E seguramente tem segundo sentido, como é óbvio).

quarta-feira, 4 de abril de 2012

As boas notícias

- O governo português viu nas grávidas portuguesas uma doença, segundo o i. O CDS-PP (esse partido arauto da família) vai propôr um corte de 30% no subsídio de protecção da maternidade.

- O mesmo governo que pretende manter o corte nos subsídios de férias e de Natal até 2014. O mesmo governo que vai além da troika.

- No mesmo país deste mesmo governo, existe uma Autoridade criada que dá pelo nome de Concorrência. Uma das suas valências teria a ver com o preço dos combustíveis e das respectivas bombas para ver se existe oligopólio. Basta andar 100 kms numa qualquer auto-estrada do país (e elas são muitas) para ver a existência desse mesmo oligopólio. Conclusões da Autoridade da Concorrência? Zero!

- Este mesmo país, que 38 anos depois de acabar com uma ditadura, não consegue dar destaque da passagem da morte de um dos principais mentores dessa revolta. Caminhos tenebrosos nos esperarão...

domingo, 4 de março de 2012



Ralph McQuarrie, um dos principais criadores de toda a arte gráfica da “Guerra das Estrelas”, faleceu hoje, com 82 anos. A ele, só lhe podemos agradecer por ter desenhado aquilo que George Lucas imaginou e que tão bem colocou no grande ecrã. Obrigado!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eugénio Rosa (II) - Do Plano Estratégico de Transportes

E como hoje foi dia de greve, cá vão algumas explicações:

- Durante vários anos, e nomeadamente durante a legislatura 2005/2009 em que participamos todos os anos, na Assembleia da República, no debate do Orçamento de Estado, sempre nos opusemos e denunciamos a política errada de transportes do governo, a qual inevitavelmente acabaria por determinar consequências graves para o país e para os portugueses como está a acontecer. Essa política traduzia-se pela promoção quer do transporte rodoviário em prejuío do transporte ferroviário e marítimo, quer do transporte individual em prejuízo do transporte colectivo público.

A face mais visível e desastrosa dessa política errada foi a multiplicação da construção de auto-estradas (AE), com elevados e seguros lucros para as grandes empresas de construção civil, que transformou Portugal num dos países da UE com maior número de kms de AE por 100 000 habitantes, cujos custos insuportáveis os portugueses já estão a sentir duramente. Esta política provocou uma profunda distorção em todo o sistema de transportes nacionais com custos elevados em termos de dependência energética (mais de 40% da energia primária importada é gasta no transporte rodoviário), de poluição e de custos para os contribuintes e para os utilizadores dessas AE's.

- Em 2010, a dívida das empresas públicas de transportes atingia os 16.700 milhões €. Este elevado montante de dívida resultava do facto do governo se recusar a cumprir a Lei de Bases do Sistema de Transportes Terrestres

- Só entre 2009 e 2012, o Estado arrecadará 12.381 milhões € de impostos que incidem sobre veículos e produtos petrolíferos que, em princípio, deviam ser utilizados para construir e fazer a manutenção das infra-estruturas de transportes. E estes valores ainda não incluem o IVA cobrado sobre veículos assim como o imposto de circulação que reverte para as Autarquias

- No Plano Estratégico de Transportes do Governo PSD / CDS existem também duas lacunas graves que não são casuais, e dizemos que não casuais porque eles mexem com os interesses dos grupos económicos e dos "boys" partidários. A primeira refere-se à necessidade de rever os contratos das Parcerias Públicas Privadas (PPP) que são um negócio altamente lucrativo para os grupos económicos, mas ruinoso par ao Estado. O segundo, refere-se à necessidade de serem assinados com as administrações destas empresas contratos de prestação de serviço público, onde conste o custo médio por lugar/KM destas empresas, o preço que pagarão os utentes, fixado pelo Estado, e qual a parcela que caberá ao Estado pagar através das indemnizações compensatórias. A inexistência dos contratos de serviço público tornou possível os inúmeros actos de má gestão das empresas de transportes públicos.

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Eugénio Rosa (I) - Do Acordo de Concertação Social

Eugénio Rosa é economista. Da CGTP e do PCP. E se calhar, por isso é que não é muito normal vê-lo na TV. Porque ainda há esses estigmas. Ainda há essas "barreiras" a quem não alinha na mesma diapasão. Por isso mesmo, alguns pensamentos de Eugénio Rosa sobre o Acordo de Concertação Social assinado entre a UGT, Governo e restantes confederações:

- Portugal gastou em 2010 (em 2011 nada se alterou) 2.757 milhões € com a "importação de animais vivos e produtos do reino animal"; 3.296 milhões € com a de "matérias têxteis e suas obras"; 515 milhões € com o "calçado"; 1.251 milhões € com "peixes"; 498 milhões € com "leite e lacticínios"

- As medidas concretas do "Acordo" visam, por um lado, transformar a precariedade num modo permanente de vida para os trabalhadores portugueses e, por outro, baixar ainda mais os rendimentos do trabalho em Portugal

-Se percorremos o "Compromisso" assinado constatamos que grande número de apoios referidos são destinados fundamentalmente para as empresas exportadoras. A fobia pelas exportações, e o menosprezo pela produção nacional destinada ao mercado interno soa a irrealismo

- Segundo o acordo basta que se verifique "uma modificação substancial da prestação realizada pelo trabalhador", evidentemente definida pelo patrão, para que isso possa constituir justificação para despedir o trabalhador

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Há gajos parvos...

E há o Henrique Raposo. Bem sei que este texto poderá não ser lido por ele, mas com a proliferação de redes sociais que por aí há, este texto é bem capaz de lhe chegar aos olhos.

E o que decidiu Henrique Raposo fazer? Meter-se com o PCP. Talvez por falta de leitores das suas crónicas, tão bem direccionadas e com o sentido prático e lúdico que se conhece, Henrique Raposo procurou a polémica e assim ter visibilidade (ainda mais do que aquela que tem de escrever no Expresso).

Sendo assim, Raposo chamou estalinista a Miguel Tiago. Estalinista de 30 anos. Como se Raposo soubesse o que é ser estalinista e como se Miguel Tiago não tivesse razão a chamar a este governo "dos mais fascistas que há".

Depois, como lhe faltou mais argumentação, optou por criticar atitudes e acções do PCP contra Jorge de Sena, no tempo da outra senhora.

Como eu não tenho pretensões de editar livros com as minhas crónicas surreais, como fez Henrique Raposo, não preciso de andar a alimentar constantemente o meu cantinho, na esperança de ter um livro editado.

Também se ficou a saber o que pensa Henrique Raposo, como se não se soubesse já. Ou seja, também pensará que era inevitável a entrada do FMI em Portugal, o empobrecimento da população, o aumento do IVA, a redução dos feriados e toda a demagogia bacoca, populista e caridosa deste Governo de extrema-direita. Extrema-direita, sim. Porque se considera Miguel Tiago um dos novos valores da extrema-esquerda, certamente não se sentirá afectado em eu considerar que o Governo que nos governa (mal) é de extrema-direita.

Por isso, e mesmo pagando-lhe (e bem) para escrever alarvidades, Henrique Raposo vai assim moldando a sua vida, não se preocupando com os outros ou com o que se passa ao seu redor. Aliás, olhando para o seu CV, percebe-se bem quem lhe "amestrou" a ciência política...


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domingo, 8 de janeiro de 2012

100 000 pessoas

100 000 personas exigen a Rajoy la vuleta de los presos de ETA a Euskadi

É o título de uma notícia no jornal Público (espanhol), que é complementado por um vídeo:




video

São 100 000 pessoas que querem que os presos bascos espalhados por Espanha regressem, mesmo enclausurados, a casa. E essa casa é o País Basco.

Euskal Herria

O Vasco

O Vasco é um amigo meu que foi para a Holanda trabalhar. Estava cá, fazia as coisas com brio e profissionalismo, mas era mal pago para aquilo que fazia.

Decidiu ir para a Holanda. Lá, valorizam os profissionais e bem. E além disso, valorizam ainda mais aqueles que são mais polivalentes, ou seja, que conseguem fazer bem várias coisas ao mesmo tempo. O Vasco é um desses polivalentes. E na Holanda, pelos polivalentes, o reconhecimento é ainda maior. Por isso, não estranho a decisão do Vasco.

Como o Vasco, existe o Manuel, o Joaquim, o Jorge, a Mariana, a Inês, a Rita e outros tantos competentes, profissionais e polivalentes, porque a isso foram ensinados e educados para o serem. Mas cá, são mal pagos, não são reconhecidos e são vistos como ameaça pelos seus chefes, que são fracos e agarrados ao lugar.

E assim, são obrigados a escolher em ir para fora, por cá, não têm hipóteses, sem ser lambe-botas ou caciques, como os seus chefes são. E isso mina a confiança num país e nas suas gentes. Mina toda uma parte da vida em que o sonho não passa mesmo disso, de um sonho em melhorar e que teima em se realizar.

O Vasco fez bem. Está contente. Satisfeito, porque faz o que gosta. Mas acredito que estaria melhor onde sempre esteve, cá! Não está, porque não deixam.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Maçonaria a quanto obrigas...



A pergunta que se impõe é: desta lista de pessoas, qual foi a pessoa que enviou ao Público este cabeçalho???

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Diferente

Este ano. Porque sim. Porque mereço. Porque quero.
Diferente, porque não é do passado ou do presente que se faz o futuro. É nas acções do dia-a-dia. É na tua irreverência. No teu ser. Nas tuas ideias. Naquilo que pensas que é realmente melhor. Deixar o acessório para depois e focar no principal. E o principal é tudo. É melhor que o urgente. É como o importante. O urgente deixa de fora o importante. E isso mina tudo o que tu pensas. Tudo o que és.

Diferente.

Olhar para 2012 como a mudança e não como a decadência, o fim, o horror e a tragédia, tão queridas de Portugal e de quem o governa e diz. Olhar para 2012 como a oportunidade de crescer, de melhorar, de olhar para ele como a válvula de escape para este país cinzentão, que com tanto sol, está sempre à procura da chuva que não aparece.

Diferente.

Para todos e de todos. Porque todos olham para um sentido e eu não. Porque todos se conformam e eu não. Porque todos se acomodam e eu não. Diferente. Porque tem de ser. Para não entrar em depressão. Para aproveitar o melhor. E porque cada dia é diferente. E tem de se aproveitar. Porque o tempo passa e a foice está quase aí, sempre à espreita do passo mal dado, para cumprir o seu ritual.

Diferente.
Para melhor. Tem de ser. Vai ter de ser...