terça-feira, 18 de outubro de 2011

18 de Outubro - Dia do Pai

Do meu Pai. Daquele que me fez assim como sou. Que me criou, a espaços, é certo, mas que me deu muito do que sou hoje.

E aproveito esta oportunidade para dizer que, apesar de termos os nossos feitios e desavenças, és o melhor Pai do Mundo, porque és o meu e és único. Único na simplicidade, único na amizade, único em tantas situações, que te levam a seres o "gajo porreiro", tal como eu fui apelidado no passado fim-de-semana. E ao "gajo porreiro" tudo se pode.

Por isso, e já te ligo daqui a pouco, muitos parabéns!

Beijos

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

OGE 2012

Hoje é apresentado na Assembleia da República o Orçamento Geral do Estado 2012. Um Orçamento que já se sabe, bate nos de sempre e iliba os de sempre.

Um Orçamento onde se vê em salários fontes de riqueza e onde não existe uma linha de pensamento construtiva que não passe pelo corte de alguma coisa. Bela estratégia importada do Canadá.

O que hoje vai ser apresentado na Assembleia da República não é mais do que o primeiro passo para a maior estagnação que este país vai viver. Com o conluio dos mesmos de sempre, com as benesses a ele adjacentes, este Orçamento é a prova provada de que a austeridade ainda é a mesma para os mesmos de sempre. Por isso, OGE (hoje) é dia de reinventar este país e estes políticos. É dia de olhar em frente e ver que existe futuro, mas não desta maneira, como se não houvesse salvação possível.

A Islândia é o melhor exemplo disso. Peguemos neles e façamos algo. Algo bom...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Regresso da Múmia

Cavaco Silva falará hoje à TVI. Será entrevistado por Judite de Sousa, naquela que será a entrevista do Presidente a um canal privado e na qual deverá responder nada.

Cavaco Silva é assim. Um político hábil como poucos. Hábil com os jornalistas, deixando-os muitas vezes sem resposta ou possibilidade de fazer perguntas. Hábil com as notícias, escapando por entre os pingos da chuva envenenados que lhe colocam e ele se desvia. Hábil porque consegue sempre escapar e sair incólume de tudo.

Hoje, Judite de Sousa perguntar-lhe-á da Madeira, certamente. O PR dirá que não é nada com ele. Judite de Sousa perguntar-lhe-á da coligação. O PR dirá que não é nada com ele.
Judite de Sousa perguntar-lhe-á da crise. O PR dirá que não é nada com ele, mas que os portugueses têm de fazer sacrifícios.

O PR escapará a tudo, como sempre escapou. E será idolatrado como mais ninguém foi, apesar de tudo o que fez, que foi nada.

E depois discutir-se-á. Nas TV's, nas redes sociais, nos "especiais de informação". Em tudo se verá a prestação do PR. E dir-se-á o mesmo: é amorfo, não intervém, mas elogia-se o papel. Como bons seguidistas que são. E continuaremos a sorrir, a olhar para este PR, que de sal tem muito pouco para temperar a vida política e os portugueses.

E seguiremos, na secreta esperança infundada de que temos futuro...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ainda há Ferro

O Negócios de Fim-de-Semana tem uma notícia de capa a dizer que "ainda temos" Siderurgia, inaugurada que foi há 50 anos.
Este facto de "ainda termos" mostra claramente que o futuro colectivo do nosso país não compreende este tipo de negócio e que os alemães é que sabem.

Aliás, só em Portugal, com uma visão tacanha, provinciana e rude se pode olhar para o negócio metalúrgico como sendo um exemplo antiguado.
Se for na Alemanha ou nos países de Leste é que serve e é bom. Cá não! E é com este tipo de informação passada que se vão esfumando os aparelhos produtivos do país, entregue a entidades financeiras que moldam o nosso destino e futuro.

A Siderurgia Nacional, hoje em dia, é completamente diferente daquilo que foi, em tudo. Nos direitos dos trabalhadores, nos modos de funcionamento, na gestão. Em tudo! Tudo levado para que no futuro, o ocaso seja uma realidade.
Títulos como o do Negócios de hoje mostram bem como estamos. Títulos como o do Negócios de hoje indicam para onde vamos. E isso é preocupante...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Do Serviço Público de Televisão (I)

Um dos elementos do novo "Grupo de Trabalho para a definição de um conceito de serviço público", disse hoje, por volta das 19.45 no seu Twitter o que pensa sobre o Serviço Público de Televisão, neste caso, o regional.
José Manuel Fernandes já tinha dito aqui que estava "de espírito aberto, sem agendas ocultas", mas pelo tweet, já se viu que existe mais para além disso.

Ouvindo hoje Miguel Relvas, outro dos novos líricos que nos povoam com as suas palavras, disse que os açorianos e os madeirenses podem ver perfeitamente 4 horas por dia das suas TV's regionais, porque "os habitantes locais têm acesso às outras antenas da RTP como os portugueses do continente" e que "24,7 milhões de euros é muito dinheiro" para ser gasto com os dois canais da RTP. De agora em diante, 4 horas em cada região e já vão com sorte.

ADENDA - O Gabinete do Senhor Ministro Miguel Relvas comporta ainda mais 4 gabinetes. A saber: Gabinete do Secretário de Estado Adjunto; Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares; Gabinete do Secretário de Estado da Administração Local e Gabinete do Secretário de Estado do Desporto e Juventude. Estes 5 gabinetes gastam em remunerações com o pessoal cerca de 1,9 milhões de euros por ano (e não contei com os subsídios de férias, Natal e demais representações). Se juntarmos os subsídios, temos 10% do que gastam a RTP-Madeira e a RTP-Açores em remunerações de Gabinetes. O Sr. Relvas também poderia dizer referir este facto...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A Fúria dos Dias

A Fúria dos Dias está a mostrar-se. Em Inglaterra, na Síria, como tinha sido no Egipto, na Tunísia, na Grécia ou na Argélia, o Mundo tenta mudar. E tenta mudar contra o rumo que estamos a tomar, todos, globalmente.

Por cá, aumentos, aumentos e aumentos, e quietude de sempre, com o conformismo de sempre, como se não houvesse nada para mudar, como se fosse este o nosso futuro, o de ficarmos equiparados aos países em vias de desenvolvimento.

Em vez de progredir, regredir e não há futuro que tente mudar isto. E é pena.

A Fúria dos Dias está para ficar. Mudemos como temos de mudar. Não tenhamos medo...

sábado, 30 de julho de 2011

Sabe bem...

Ontem à noite, mesmo que num ambiente oriental, rodeado de fritos, patos à Pequim e Super Bocks, as conversas mantidas entre amigos (daqueles verdadeiros) faz-nos sentir sempre bem.

O Benfica, o Mundo, o Passado, o Presente e o Futuro discutidos com a permissa de serem os nossos guias para a Vida são os faróis que nos tentam guiar, através dos problemas que nos afectam.

O final da conversa, antevendo uma revolução internacional por causa dos acontecimentos de Hoje só pode ser revigorante e positiva. É preciso mudar e é preciso acreditar que é possível.

Que bem que soube ontem à noite... Obrigado!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Último dia de Fisioterapia

E aproveito para colocar aqui um texto que estava previsto para ser publicado no final de Maio:


"UMA CABEÇA, UM CIFRÃO


A bola vem no ar e o salto é inevitável, quando o jogo está empatado e se necessita de uma vitória. O adversário abaixa-se, saltamos por cima dele e vamos em direcção ao solo. De preferência, com a mão à frente. O som da cartilagem e a dor consequente mostram que temos problema.


Problema porque não há ambulâncias disponíveis para levar ao hospital (do que vale um Centro de Saúde, sem especialistas?) e assim, terei de ir pelo próprio pé para um hospital a 15 kms de distância. (Eu, porque há quem faça 30).


Chegados lá, triagem de Manchester (que é um nome bonito, mas pouco eficaz). Pulseira amarela e a pergunta do costume: 'Vai demorar muito?'. 'Não, é rápido!'. Nunca percebi a noção de rápido de médicos e enfermeiros, mas o "rápido" da enfermeira foi resolvido no espaço de uma hora, numa sala de espera onde se misturam 'pouco urgentes', 'urgentes', 'muito urgentes' (a minha pulseira amarela) e 'emergentes', juntamente com acompanhantes e indiferente da maleita.


Uma hora passou, o braço inchou e a dor aumentou. Próxima paragem: raio-x. O médico tirou, tirou e tirou radiografias, porque a cabeça do rádio não estava famosa. Lá tirou a oitava radiografia e mandou-me para a sala de espera. A pergunta manteve-se: 'Sabe se demora muito?'. 'Por mim, não!', respondeu o médico. uma hora depois, notei que não era por ele, já que não me atendeu, tendo sido outro o mensageiro da notícia: 'Então vamos aqui colocar o gesso e vai andar assim três semanas. Vai tirar um novo raio-x só para tirarmos as dúvidas quanto à lesão.' Vinte minutos depois, mais três radiografias e o reencontro três semanas depois. Hoje. (na altura 31 de Maio).


Entrada no hospital. Parte das consultas externas de um 'Centro Hospitalar' que serve 3 concelhos com quase 400 mil habitantes. Fila para se chegar a um guichet onde dizemos presente e pagamos quase 5 euros de taxa moderadora de um serviço 'tendencionalmente gratuito', conforme está escrito na Lei Fundamental do País, a Constituição. Depois da chamada, ida à Radiologia para o raio-x. 1,80€ depois, duas radiografias e ida às Consultas Externas.


E aqui chegado, o caos instalado. Cerca de 15(??) especialidades distribuídas no mesmo piso, pessoas acotoveladas nas cadeiras dos corredores, enfermeiros aos berros declarando os nomes dos pacientes e uma sala de espera cheia para todas as especialidades.


Uma parte do Serviço Nacional de Saúde é isto. mas é isto, porque há orden para que o caos seja imposto. Só pode! Não há explicação lógica, economicista ou racional que o justifique. O caminho para o fim do SNS está próximo. E os abutres olham com o seu habitual desdém para as pessoas e para o que representam. Neste caso concreto, o cifrão é o objecto escolhido. A saúde deixa de ser um direito e passou quase a obrigação.

Como diz Paulo Portas, o mesmo que diz que defende os idosos, as pensões, a agricultura e afins, é o mesmo que diz que temos de preservar a saúde, porque as pessoas são clientes do serviço. Para bom entendedor, meia palavra basta."

terça-feira, 19 de julho de 2011

SNS

"-Bom dia!
- Bom dia!
- Vinha aqui confirmar a minha presença para a consulta de hoje.
- Sim senhor.. Só um momento.
- O sr. Daniel paga ou é isento?
- Pago, pago.
- São 4,60 € pela consulta.
- Sim, senhora.
Depois de pagar o dinheiro, ainda me faltava o resto do dia de ontem, que foi a radiografia.

- Sr. Daniel, ainda tem isto para pagar, lembra-se?

Olho para o papel e vejo uma radiografia a custar 1,80 € e uma remoção de imobilizações gessadas no valor de 1,10 €, ou seja, mais 2,90€.

- Sim, sim...

Depois de ter pago 7, 50 € por uma consulta, uma radiografia e uma remoção (que termo tão lindo) de gesso num Hospital Público, a senhora diz:

- Agora vá ali para a outra sala e espera que o chamem, ok?
- Sim, senhora. Obrigado e bom dia"

E assim foi. Relembro mais uma vez o art. 64º da Constituição da República Portuguesa:
Direito à Saúde
1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
2. O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as
condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;


Não sei onde é que a parte do tendencialmente gratuito entra no diálogo mais acima descrito, mas se alguém o encontrar, que me avise, ok? Muito agradecido!

segunda-feira, 18 de julho de 2011