João Aguardela deixou-nos este ano fisicamente, mas em espiríto, em canções e em qualidade ele continua por cá, e antecipando a homenagem que lhe vão fazer na próxima semana, foi criado um site onde é possível gravar para o nosso disco rígido e depois para o periférico que se quiser, os primeiros quatro álbuns do projecto Megafone.
Está tudo aqui.
Disfrutem!
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Curtas
- A tomada de posse dos Ministros já foi. Venha agora a dos Secretários de Estado, esses fantásticos quadros de segunda linha, que por razão política ou de falta de votos vão para Secretarias de Estado execer o cargo a "bem da Nação". Olhando para a lista vemos que existem muitos que continuam e muitos que chegam, não por mérito próprio, mas sim por mérito político. E isso explica muita coisa...
- Com a questão dos ministros resolvida, as televisões lembraram-se de que há uns meses atrás, a nossa brilhante Justiça decidiu devolver uma criança, que sempre viveu em Portugal, à sua mãe biológica, que está na Rússia e é mais conhecida por gostar de vodk do que educar a filha. Os ministros estão escolhidos, os secretários de estado também, então vamos à Rússia ver como anda a menina e entramos na teoria do choradinho para ver se pega e se "estupidificamos" mais um pouco as pessoas...
- Acabaram os Gato Fedorento e a SIC voltou ao terceiro lugar nas audiências globais dos dias. É impressionante como não é descoberto um antídoto que batalhe as novelas portuguesas da TVI ou os simplórios concursos da estação pública. A SIC ainda não percebeu o que se passa e assim pode ter sentido ouvir-se falar em novas "remodelações"...
- Com a questão dos ministros resolvida, as televisões lembraram-se de que há uns meses atrás, a nossa brilhante Justiça decidiu devolver uma criança, que sempre viveu em Portugal, à sua mãe biológica, que está na Rússia e é mais conhecida por gostar de vodk do que educar a filha. Os ministros estão escolhidos, os secretários de estado também, então vamos à Rússia ver como anda a menina e entramos na teoria do choradinho para ver se pega e se "estupidificamos" mais um pouco as pessoas...
- Acabaram os Gato Fedorento e a SIC voltou ao terceiro lugar nas audiências globais dos dias. É impressionante como não é descoberto um antídoto que batalhe as novelas portuguesas da TVI ou os simplórios concursos da estação pública. A SIC ainda não percebeu o que se passa e assim pode ter sentido ouvir-se falar em novas "remodelações"...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Às terças há um vereador do Porto que assume o pelouro do atendimento
Notícia i:
"Era para falar com o vereador Rui Sá. Ele está à nossa espera." Às terças-feiras à tarde o movimento aumenta na Câmara do Porto. O segurança já não estranha e quase de forma mecânica orienta quem chega: "Sobem no elevador até ao 4.o andar e depois perguntam. É mais fácil."
Do lado de fora do gabinete de Rui Sá, o vereador da CDU na autarquia, os bancos encostados à parede costumam estar vazios. Mas não às terças- -feiras. Rui Sá dedica o dia a ouvir quem o procura na esperança de ver os seus problemas resolvidos.
Maria Cândida entra no gabinete e não se importa com as fotografias: "Não devo nada a ninguém." Vai falar com o vereador pela terceira vez por causa de um problema da filha. Rui Sá já enviou cartas a ver se conseguem uma casa para ela e os filhos. Houve desenvolvimentos no processo e o vereador prepara-se para escrever mais uma carta, agora "ao presidente da Junta de Paranhos, a ver se ele manda o tal relatório". Todos os munícipes atendidos têm uma capa com toda a documentação sobre os seus problemas. "A maioria das pessoas vem aqui por uma casa. Mas não é só", explica.
Minutos depois, Rui Sá ouve um casal. A conversa começa pelo resultado das autárquicas, mas Narciso, antiga glória do Leixões e do Braga, vai ali por uma boa notícia. Graças ao apoio do vereador, uma questão com a EDP foi resolvida e o casal viu--se livre de uma dívida que não tinha contraído. Rui Sá explica que recebe as pessoas "em primeiro lugar, porque merecem" e depois porque isso lhe "permite trabalhar com conhecimento de causa". E diz que criou ali o gabinete de um provedor, a mesa de um assistente social e a cadeira de um psicólogo, mesmo que seja até tarde. Heitor, um dos munícipes, lembra que ali nunca há pressas: "Uma vez cheguei e já passava das 21h30. Havia gente lá fora e só ia jantar quando todos estivessem atendidos."
Rui Sá tenta ajudar com cartas, requerimentos ou denunciando as questões em reuniões de câmara. Às 17h00, a senha ia no número seis e a secretária diz que já distribuiu até ao 20. "O meu recorde foram 32 pessoas. Saí daqui muito tarde, mas enquanto houver alguém não me vou embora. Se estão aqui é porque precisam."
Se há definição de serviço público, este é um bom exemplo!
"Era para falar com o vereador Rui Sá. Ele está à nossa espera." Às terças-feiras à tarde o movimento aumenta na Câmara do Porto. O segurança já não estranha e quase de forma mecânica orienta quem chega: "Sobem no elevador até ao 4.o andar e depois perguntam. É mais fácil."
Do lado de fora do gabinete de Rui Sá, o vereador da CDU na autarquia, os bancos encostados à parede costumam estar vazios. Mas não às terças- -feiras. Rui Sá dedica o dia a ouvir quem o procura na esperança de ver os seus problemas resolvidos.
Maria Cândida entra no gabinete e não se importa com as fotografias: "Não devo nada a ninguém." Vai falar com o vereador pela terceira vez por causa de um problema da filha. Rui Sá já enviou cartas a ver se conseguem uma casa para ela e os filhos. Houve desenvolvimentos no processo e o vereador prepara-se para escrever mais uma carta, agora "ao presidente da Junta de Paranhos, a ver se ele manda o tal relatório". Todos os munícipes atendidos têm uma capa com toda a documentação sobre os seus problemas. "A maioria das pessoas vem aqui por uma casa. Mas não é só", explica.
Minutos depois, Rui Sá ouve um casal. A conversa começa pelo resultado das autárquicas, mas Narciso, antiga glória do Leixões e do Braga, vai ali por uma boa notícia. Graças ao apoio do vereador, uma questão com a EDP foi resolvida e o casal viu--se livre de uma dívida que não tinha contraído. Rui Sá explica que recebe as pessoas "em primeiro lugar, porque merecem" e depois porque isso lhe "permite trabalhar com conhecimento de causa". E diz que criou ali o gabinete de um provedor, a mesa de um assistente social e a cadeira de um psicólogo, mesmo que seja até tarde. Heitor, um dos munícipes, lembra que ali nunca há pressas: "Uma vez cheguei e já passava das 21h30. Havia gente lá fora e só ia jantar quando todos estivessem atendidos."
Rui Sá tenta ajudar com cartas, requerimentos ou denunciando as questões em reuniões de câmara. Às 17h00, a senha ia no número seis e a secretária diz que já distribuiu até ao 20. "O meu recorde foram 32 pessoas. Saí daqui muito tarde, mas enquanto houver alguém não me vou embora. Se estão aqui é porque precisam."
Se há definição de serviço público, este é um bom exemplo!
sábado, 24 de outubro de 2009
Também posso opinar sobre o Governo?
Sócrates demorou, demorou, demorou e demorou para apresentar o novo Executivo e ele aí está.
Ao melhor estilo hollywoodesco, Sócrates manteve o chamado "núcleo duro" e mostrou umas novas caras, com o típico marketing a que nos habituou.
A escolha de Isabel Alçada dá para fazer uns trocadilhos com os livros que escrevia. A escolha de Gabriela Canavilhas dá para termos uma ministra "sexy", bonita, pianista (que é uma coisa chique), mas que já veio reclamar que necessita de mais dinheiro para a pasta que vai gerir.
O facto de ter mais mulheres do que nunca houve é mesmo para a imprensa poder falar nisso e distrair-se de outras coisas.
A escolha de uma ex-sindicalista para Ministra do Trabalho é apenas e só para que as pessoas pensem que Sócrates é bonzinho e até pensa nos trabalhadores. É pena que Van Zeller já tenha vindo dizer que é uma escolha acertada, ou seja, deixa-nos mais descansados sobre o que aí vem.
Quanto ao resto, nada de novo ou surpreendente num Governo que vai ter de saber dialogar. A escolha dos "técnicos" ao serviço do Estado e do País pode ser uma boa ideia, mas a prática no terreno é que conta e para isso é preciso estaleca que a maioria dos ministros não tem.
Mais do mesmo?
Ao melhor estilo hollywoodesco, Sócrates manteve o chamado "núcleo duro" e mostrou umas novas caras, com o típico marketing a que nos habituou.
A escolha de Isabel Alçada dá para fazer uns trocadilhos com os livros que escrevia. A escolha de Gabriela Canavilhas dá para termos uma ministra "sexy", bonita, pianista (que é uma coisa chique), mas que já veio reclamar que necessita de mais dinheiro para a pasta que vai gerir.
O facto de ter mais mulheres do que nunca houve é mesmo para a imprensa poder falar nisso e distrair-se de outras coisas.
A escolha de uma ex-sindicalista para Ministra do Trabalho é apenas e só para que as pessoas pensem que Sócrates é bonzinho e até pensa nos trabalhadores. É pena que Van Zeller já tenha vindo dizer que é uma escolha acertada, ou seja, deixa-nos mais descansados sobre o que aí vem.
Quanto ao resto, nada de novo ou surpreendente num Governo que vai ter de saber dialogar. A escolha dos "técnicos" ao serviço do Estado e do País pode ser uma boa ideia, mas a prática no terreno é que conta e para isso é preciso estaleca que a maioria dos ministros não tem.
Mais do mesmo?
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O sr. Van Zeller
Tendo em conta as suas recentes declarações sobre o Ordenado Mínimo, é justo dizer que este senhor, que no dia imediatamente a seguir às eleições recomendou o Governo a exortar os partidos da esquerda, é um parvo!
E é um parvo, porque não tem sensibilidade nenhuma para saber o que é receber o ordenado mínimo. Não tem sensibilidade para se levantar às 6 da manhã e levar os filhos à escola, enfrentar o trânsito para entrar nas cidades, para trabalhar durante 7/8 horas a ouvir patrões mal-dispostos, para voltar à escola a ir buscar os filhos e chegar a casa mais de 12 horas depois de ter saído, e só com o ordenado mínimo na mão, ao final do mês.
O sr. Van Zeller não tem noção disso. Tem a noção de que cada empregado que trabalha para uma das empresas que compõem a CIP é um número que tem de ter uma determinada rentabilidade e rácio, sob pena de entrada em prejuízo e assim ter de ser despedido.
O sr. Van Zeller, quando diz que é preciso "pensar duas vezes" antes de aumentar o salário mínimo, deveria pensar bem no que acarreta não se aumentar o salário mínimo para as pessoas que sobrevivem com 450 euros por mês. A esses é que é justo perguntar se vale a pena aumentar o salário mínimo. Não aos que pagam, porque para esses, a sensibilidade é nula. Só a têm para os números...
E é um parvo, porque não tem sensibilidade nenhuma para saber o que é receber o ordenado mínimo. Não tem sensibilidade para se levantar às 6 da manhã e levar os filhos à escola, enfrentar o trânsito para entrar nas cidades, para trabalhar durante 7/8 horas a ouvir patrões mal-dispostos, para voltar à escola a ir buscar os filhos e chegar a casa mais de 12 horas depois de ter saído, e só com o ordenado mínimo na mão, ao final do mês.
O sr. Van Zeller não tem noção disso. Tem a noção de que cada empregado que trabalha para uma das empresas que compõem a CIP é um número que tem de ter uma determinada rentabilidade e rácio, sob pena de entrada em prejuízo e assim ter de ser despedido.
O sr. Van Zeller, quando diz que é preciso "pensar duas vezes" antes de aumentar o salário mínimo, deveria pensar bem no que acarreta não se aumentar o salário mínimo para as pessoas que sobrevivem com 450 euros por mês. A esses é que é justo perguntar se vale a pena aumentar o salário mínimo. Não aos que pagam, porque para esses, a sensibilidade é nula. Só a têm para os números...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
A liberdade
Sempre foi uma das permissas para se viver no Portugal após 25 de Abril.
Soube-se hoje, que apesar de haver campanhas negras, ministros que gostam de malhar e afins, que afinal havia alguma razão para se desconfiar deste Governo de Pó e Chinelo que mantém uma rodoma sobre tudo o que se passa, com o intuito de controlar tudo e todos.
A organização Repórteres Sem Fronteiras considera que a liberdade de imprensa diminuiu este ano em Portugal, com uma queda do 16º para o 30º lugar na lista dos países que mais respeitam o trabalho dos jornalistas.
Soube-se hoje, que apesar de haver campanhas negras, ministros que gostam de malhar e afins, que afinal havia alguma razão para se desconfiar deste Governo de Pó e Chinelo que mantém uma rodoma sobre tudo o que se passa, com o intuito de controlar tudo e todos.
A organização Repórteres Sem Fronteiras considera que a liberdade de imprensa diminuiu este ano em Portugal, com uma queda do 16º para o 30º lugar na lista dos países que mais respeitam o trabalho dos jornalistas.
Party zone
Mail recebido há pouco na caixa de correio:
"DUARTE SIOPA,VALTER CARVALHO E ARI GIRÃO CONVIDAM PARA A FESTA DE INICIO DE INVERNO NO INCLUB LX.....4ªFEIRA, DIA 21 ÁS 23HORAS...
TRAJE: FASHION INVERNO
CONTAMOS CONSIGO
DUARTE SIOPA"
Várias coisas se perguntam:
- O que é um traje "Fashion Inverno"?
- Para o Duarte Siopa e companhia, quando é que começa o Inverno?
- Quem é o Ari Girão?
"DUARTE SIOPA,VALTER CARVALHO E ARI GIRÃO CONVIDAM PARA A FESTA DE INICIO DE INVERNO NO INCLUB LX.....4ªFEIRA, DIA 21 ÁS 23HORAS...
TRAJE: FASHION INVERNO
CONTAMOS CONSIGO
DUARTE SIOPA"
Várias coisas se perguntam:
- O que é um traje "Fashion Inverno"?
- Para o Duarte Siopa e companhia, quando é que começa o Inverno?
- Quem é o Ari Girão?
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