quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Uma questão de opinião

Olho para a página do Público e vejo o banner promocional da opinião no Jornal:

- Correia de Campos todas as segundas-feiras
- Paulo Rangel todas as terças-feiras
- Francisco Assis todas as quintas-feiras
- Manuel Loff quinzenalmente às quintas-feiras

O que está em causa é que nem sei quem escolheram para a quarta e para a sexta-feira, mas olharmos para dois eurodeputados dos partidos do centrão poderem escrever todas as semanas, assim como o ex-líder parlamentar do PS e o historiador associado à CDU escrever quinzenalmente mostra uma certa relutância em discutir com maior intensidade as ideias.

E isso leva-nos a outro nível. Hoje, saltitando de post em post no Facebook, consegui descobrir uma coisa engraçada e que ao mesmo tempo tanto tem de extraordinário, como de preocupante para uma saúde democrática de 37 anos (muito curta, portanto) que um país necessita.

No site do Parlamento, aparece esta iniciativa: Alargamento do prazo de discussão pública do projecto de reorganização curricular, efectuada pelo PCP. Hoje, nada disso foi comentado nos órgãos de comunicação social. Ao invés, lemos isto: BE quer alargar prazo de discussão da reforma curricular.

E por isso, é triste! Triste que não se dê importância (ou pelo menos, a merecida) a quem a merece. Porque os estigmas continuam presentes. Porque o preconceito continua, em pleno 2011.

domingo, 11 de dezembro de 2011

RITUAL DEL HABITUAL



"RITUAL DEL HABITUAL"

António Pires de Lima diz que "devíamos ter menos entre 50 a 100 mil funcionários públicos dentro de três anos", porque é preciso uma reforma do Estado, para cumprir as metas propostas.

O discurso igual ao do Governo e ao simbolismo que tem mostra que o medo continua a ser uma vertente que este país à beira-mar plantado adoptou. Se não cumprirem com o que vem de fora, acabam-se os benefícios, acabam-se as benesses. É assim que funciona, como os "empresários" gostam de dizer, no mundo empresarial. E tornamos tudo o que não é empresarial, empresarial.

"Mas tenho muito respeito pelo trabalho que está a ser feito pelo primeiro-ministro, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e pelo ministro das Finanças. Acho que estão a formar uma troika – um triunvirato, neste caso, para sermos mais lusitanos – que está a dar uma nota completamente diferente da imagem de Portugal lá fora."

Sim, a imagem é completamente diferente. A aplicação dos impostos sobre os mais fracos, o discurso imberbe da poupança quando depois fazem o contrário quando estão no Governo, o clientelismo político-partidário que permite colocar administradores em funções públicas porque têm o cartão do partido. Tudo atitudes de uma nota completamente diferente da imagem de Portugal.

"Esta nova geração de políticos é a única que pode fazer face aos desafios colocados a Portugal"

Qual? Aquela que diz que a RTP-Madeira e RTP-Açores têm de cortar as emissões regionais porque custam dinheiro e a seguir compra viaturas novas de 80 mil euros para se poder deslocar em eventos "oficiais? Ou aquela que diz que tem de se cortar nos subsídios de férias e de Natal, para depois dizer que afinal há excedente? Ou ainda aquela que gastou dinheiro e mais dinheiro num banco que dava para pagar determinada percentagem do tão "afamado" défice? Ou aquela que nomeia especialistas a ganhar 3000 euros por mês e depois considera que 500 Euros é um valor razoável para um salário mínimo? É essa geração?

Também publicado aqui.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Faz

Não penses. Não és pago para isso. Faz. Faz o que te mandam, gostes ou não. Porque é assim que é, e ponto final.
Não estás cá para questionar, para perguntar, para pesquisar, para querer mais e mais. Estás cá para fazer. O que te mandam fazer. O que te dizem que tens de fazer. Concordes ou não. Queiras ou não. Gostes ou não.

Por isso, faz. Mas faz bem. Para não porem em causa. Para tudo "correr bem". Porque dos incompetentes não reza a história. Eles são incompetentes, ponto. São fracos. E olham para os outros como tal.


Faz! Faz o que te apetecer. Mas faz! Se te apetece perguntar, pergunta! Se te apetece evoluir, evolui. Se te apetece gritar, grita! Se te apetece mandar alguém para o caralho, manda! Mas faz!

Não desesperes. Vive. E aproveita. Bem. Muito bem.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

24 de Outubro de 1906

"Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."


Rómulo de Andrade nascia em Lisboa, em 1906 e teria depois o pseudónimo de António Gedeão, onde fez a pérola acima descrita.

Ainda tão actual...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Obviamente, demitia-o!

Ministro recebe subsídio apesar de passar a semana em casa própria na capital

A assessoria de imprensa do Ministro diz que o subsídio é perfeitamente legal. Ninguém põe isso em causa. O problema é mesmo de moral e ética, tão necessária nos dias de hoje e que ninguém parece querer tomar conta...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

18 de Outubro - Dia do Pai

Do meu Pai. Daquele que me fez assim como sou. Que me criou, a espaços, é certo, mas que me deu muito do que sou hoje.

E aproveito esta oportunidade para dizer que, apesar de termos os nossos feitios e desavenças, és o melhor Pai do Mundo, porque és o meu e és único. Único na simplicidade, único na amizade, único em tantas situações, que te levam a seres o "gajo porreiro", tal como eu fui apelidado no passado fim-de-semana. E ao "gajo porreiro" tudo se pode.

Por isso, e já te ligo daqui a pouco, muitos parabéns!

Beijos

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

OGE 2012

Hoje é apresentado na Assembleia da República o Orçamento Geral do Estado 2012. Um Orçamento que já se sabe, bate nos de sempre e iliba os de sempre.

Um Orçamento onde se vê em salários fontes de riqueza e onde não existe uma linha de pensamento construtiva que não passe pelo corte de alguma coisa. Bela estratégia importada do Canadá.

O que hoje vai ser apresentado na Assembleia da República não é mais do que o primeiro passo para a maior estagnação que este país vai viver. Com o conluio dos mesmos de sempre, com as benesses a ele adjacentes, este Orçamento é a prova provada de que a austeridade ainda é a mesma para os mesmos de sempre. Por isso, OGE (hoje) é dia de reinventar este país e estes políticos. É dia de olhar em frente e ver que existe futuro, mas não desta maneira, como se não houvesse salvação possível.

A Islândia é o melhor exemplo disso. Peguemos neles e façamos algo. Algo bom...