terça-feira, 23 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Justifica-se?

A cimeira da Nato que se realiza em Lisboa é uma prova evidente de que estamos numa posição demasiado fragilizada no que à segurança diz respeito.

Uma semana para não deixar entrar gente suspeita, para prender anarquistas que se manifestam contra a polícia. Uma semana para patrulhar a zona ribeirinha de Lisboa, não vá haver nenhum talibã marítimo capaz do pior.

Justifica-se ter de se fechar demasiados acessos para que o Presidente dos EUA tenha descanso? Justifica-se que zonas da cidade sejam "evacuadas" durante dois dias para que uns senhores discutam qual a melhor maneira de regular o Mundo?

Eu creio que não. Creio que uma Cimeira da Nato, como outra qualquer cimeira requer uma organização concertada, mas não mais do que isso. Não é necessário privar as pessoas de terem acesso a zonas da cidade, sem que o bicho papão do terrorismo ande sempre presente na figura de um polícia.

Mais uma vez, marionetas de um sistema. Mais uma vez, reféns das nossas próprias limitações. Mais uma vez, Portugal...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Interpol no Campo Pequeno

BRMC na Aula Magna

Uma semaninha de música da boa

Na segunda, viagem à Aula Magna para ver Black Rebel Motorcycle Club, numa das salas mais propícias para concertos deste género.
A Aula Magna dá sempre aquela sensação de que temos de ver um concerto sossegado, como se estivéssemos a assistir a uma aula. Mas ao fim de uma hora, foi impossível conter o rock'n'roll dos BRMC, que em duas horas e dez deram um espectáculo digno de se ver. Muito rock, muita vontade de brilhar e um bom concerto para alegrar uma noite chuvosa.

Sexta-feira, Interpol no Campo Pequeno, onde claramente se vê que os Interpol são uma banda para estúdio. Para espaços ainda mais pequenos, mais intimistas. Mesmo assim, bom concerto de hora e meia onde foi visível que é uma banda que tem muitos seguidores em Portugal, apesar dos preços quase proibitivos (o mais barato era 30 Euros).

domingo, 31 de outubro de 2010

Se houve acordo no OE...

Porque é que o PSD se vai abster?

Momentos marcantes

Na passada sexta-feira, passavam poucos minutos depois das 20h30, quando estava concentrado numa tarefa ao computador. À minha frente, estavam 20 televisores a dar diferentes canais, onde todos os dias, tenho de ter alguma atenção. Naquela sexta-feira, algo me puxou a ver a Sport TV e o jogo do Benfica. Foi no preciso momento em que Pablo Aimar pega na bola e faz isto:


A beleza do movimento, a condução da bola, a simulação de corpo e o remate colocado fizeram daquele momento em que me lembrei de olhar para a televisão como que se fosse um chamamento para ver o que o de melhor o futebol pode oferecer, de preferência nos pés de Pablo Aimar, ele que nessa semana tinha decidido dar os parabéns ao melhor jogador de futebol que vi jogar: Diego Maradona.

E continuando com o futebol, o convidado de Mário Crespo no Jornal das 9 era António Lobo Antunes. Na passagem para o Frente-a-Frente, tive de o ir buscar a estúdio, e enquanto autografava um dos seus livros, perguntou-me como tinha corrido a "conversa" com o seu amigo Mário. Eu, humildemente disse-lhe (perdoando a ofensa) que tinha preferido ficar a ver o "nosso" Benfica em deterimento da sua conversa. Imediatamente me disse: "Então não há problema. Mas estamos a ganhar, não estamos?"

O futebol tem disto. Distintas pessoas, distintas personalidades, feitios, complexos, alegrias e tristezas têm sempre um denominador comum que as afasta e une em torno de um simples objecto redondo. E quando falamos do Benfica, há logo algo que nos transfigura como se de uma obrigação se tratasse.

O resto do caminho entre o estúdio e a maquilhagem foi feito a discutir Roberto, o próximo jogo com o FC Porto e a capacidade da equipa em responder ao ambiente. A conversa, os livros, a morte, a vida e tudo o resto ficará para uma próxima oportunidade. O importante, na altura, foi termos discutido o que realmente interessa, e ali, naquele espaço de tempo, a importância tinha uma cor e um símbolo associados.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Voto de Protesto

Hoje, após a aparição quase sebastiónica a que assistimos no Centro Cultural de Belém do "salvador" de todos nós e mais alguns, tomei a decisão em que já vinha a matutar há algum tempo na minha cabeça. Pela primeira vez, enquanto cidadão responsável pelos meus actos de civismo, como é o de votar, vou votar nulo. E vou votar nulo pelas mais diversas razões:
- Cavaco Silva - A boçalidade do seu discurso de cerca de 20 minutos, onde parecia que estava num comício político-partidário, sem se referir uma vez que seja ao verdadeiro papel de Presidente, é a verdadeira amostra do que foram os 5 anos do seu mandato. Estranhamente, em Portugal, a simpatia por Cavaco é algo que não consigo entender. Foi um dos responsáveis pelo de mais conservador se pôde ser, continua a ser um chorrilho de lamúrias e dislates, e mesmo assim, consegue convencer este povo civicamente iliterado que é a melhor solução...
- Manuel Alegre - Toda a panóplia de disparates que diz, uns atrás dos outros, com a conivência do PS e do BE, baseando-se numa eleição totalmente diferente de há 5 anos, aliado ao seu estilo bardo e preocupado com os ideais de esquerda que se esqueceu de defender no Parlamento enquanto deputado, fazem com que aquela que poderia ser uma verdadeira alternativa de esquerda que fizesse aplicar a Constituição e o verdadeiro papel do Presidente da República caíssem por terra...
- Francisco Lopes - Nem com todo o colectivo apostado em ajudar, a figura frágil que emana do distrito de Setúbal faz com que chame algo ou alguém numa causa onde o PCP continua a batalhar consequentemente para se fazer ouvir. Uma candidatura partidária para uma posição individual retira toda e qualquer credibilidade à eleição que se concorre, fazendo lembrar tempos idos, onde o Partido teve de voltar atrás nas suas convicções tão próprias. Nem um tão propalado projecto para o país emana de um discurso já esbatido que continua a tentar atingir os mesmos dogmas...
- Fernando Nobre e Defensor Moura - São candidaturas de alguém que pretende os seus cinco minutos de fama. Escudados no poder que é atribuído aos cidadãos de que se podem candidatar ao cargo, tentam nestas eleições dividir ainda mais um eleitorado que nunca chegou a ser unido...
- Sistema Político - Este sistema político que nos arrasta cada vez mais para a lama e não para a modernidade fez com que chegasse a este ponto. Não há vergonha, não há seriedade, não há vontade de escolher quem nos é dado a escolher, porque as diferentes alternativas nada acrescentam de valor à sociedade que somos. De promessas não cumpridas, a discursos de falácia, a apoios menos claros e a situações preversas que não eram supostas haverem, de tudo os políticos nos deram nestes últimos anos. Verdades absolutas e concretizações é que nem vê-las...
- Voto de Protesto - Daí o voto de protesto, que é precisamente o que vou escrever no Boletim de Voto. Voto de Protesto contra esta política medíocre, que em vez de pensar nos cidadãos, pensa nos políticos e nos amigos. Voto de Protesto contra as pessoas deste País, que gostam de viver como vivem, lamuriando-se do azar deste e daquele, sem no entanto, fazerem nada para mudar. Voto de Protesto porque é tempo das pessoas dizerem o que pensam e essa seria a melhor forma de mostrar e efectuarem o melhor dos direitos cívicos que lhes assiste: o da sua própria escolha...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O problema não está em acabar com as borlas...

...Na Ponte 25 de Abril em Agosto.

O verdadeiro problema está é em os utentes da Margem Sul que usam a Ponte 25 de Abril para irem trabalhar para Lisboa terem de pagar para entrar na cidade, sem que haja uma verdadeira alternativa à mesma Ponte.

Os anos sucessivos em que a portagem se paga na Ponte, com os sucessivos aumentos não servem só para as obras de manutenção. Servem também para alimentar os bolsos dos gestores competentes que grassam nesse exemplo de lucidez contabilística que dá pelo nome de Estradas de Portugal.

E também dá para encher os bolsos de Ferreira do Amaral, o mesmo que foi Ministro e que assinou um protocolo com a Lusoponte para a cedência dos direitos de utilização das duas pontes sobre o Tejo durante 25 anos. Ferreira do Amaral é actualmente o Presidente da Lusoponte.

O buzinão da semana passada foi só o primeiro aviso de que as pessoas não andam a dormir...