segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Back to 90's



Black Hole Sun - Soundgarden

Em vez do Retweet, o Repost

Com a devida vénia ao Vítor Dias:

"Leio no Público de hoje que Diogo Feio, deputado e Vice-Presidente do CDS, no contexto de declarações suas em defesa de uma aliança com o PSD, veio afirmar que o PCP «continua na mesma política de sempre - não apresenta uma proposta e está sempre contra as propostas apresentadas». É certo que já vem de longe este bolorento truque de não se gostar das propostas de outros mas preferir dizer que não existem. Mas, ainda assim, nada desculpa a visceral desonestidade deste Diogo (se não gosta, não coma!) que, por esta infame via, está mesmo a pedir chuva. De facto, para ilustração geral, e sem contar com propostas de alteração ao Orçamento de Estado, qualquer consulta no sítio da Assembleia da República revelará que, desde o ínicio da legislatura, o PCP apresentou 54 projectos de lei enquanto o CDS apresentou 26 e que o PCP apresentou 15 pedidos de apreciação parlamentar de diplomas do governo enquanto o CDS apresentou um.
Coisa feia, muito feia, menino Diogo.
"

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Quando somos pequeninos

Gosto muito da Madeira.
Sempre que posso, vou lá passar uns tempos para desfrutar da ilha. Também tenho amigos madeirenses que prezo e que hoje lhes liguei para saber se estava tudo bem.

E liguei, porque quem tenha ido à Madeira, apesar de gostar da vista da ilha, das pessoas e de tudo o mais, também reconhecia que mais cedo ou mais tarde, caso houvesse uma tragédia, iria haver problemas, como os que há agora...

Isto mostra o quão pequenos nós somos, quando absorvidos pela força da água.

Também mostra que o planeamento de que a Madeira foi alvo nos últimos tempos não foi o melhor.

Aos homens e mulheres da ilha, a minha força e a vossa vontade de renascer outra vez...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Coisinhas boas de se ouvir



Neon Indian - Terminally Chill

A decadência

Como é que o maior partido da oposição consegue ter três candidatos a Presidente?
E como é que desses três, dois são seguidores da política até então preconizada pela actual Presidente?
E como é que havendo três candidatos, se pode sempre argumentar a liberdade de discussão e opinião dentro do partido, se as ideias são tão diferentes?

Como é que há um Conselho Nacional em que um dos seus membros mais importantes sai a meio do mesmo, porque não tem paciência para "aquilo"?

E como é que, num momento de tensão política preparado para provocar eleições antecipadas, o PSD ainda procura por alguém que o tente salvar?

Uma coisa é certa. A decadência é certa e a melhoria do sistema democrático português é uma falácia cada vez maior...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A vergonha, ou a falta dela...

Está na moda em Portugal arranjar toda e qualquer maneira de colocar Sócrates na rua. É sintomático e evidente que a comunicação social, a opinião pública, mas sobretudo os partidos da oposição uniram-se, questionando tudo e todos, como se fosse o PS o verdadeiro responsável pelo clima de caos organizativo, judicial e legislativo que o nosso país padece.

Ver o PSD e o CDS-PP pugnar pela ausência de liberdade de imprensa, quando foram eles que silenciaram Marcelo Rebelo de Sousa mostra uma de duas coisas: falta de vergonha ou esquecimento.

O esquecimento não é, porque até foi há bem pouco tempo, logo só sobra a falta de vergonha. E falta de vergonha, porque sedentos de poder, os partidos da direita, aproveitando a não-maioria do PS, tudo fazem para regressar ao poleiro onde também andaram nos útlimos anos.

E é esta falta de vergonha, alicerçada no apoio da comunicação social, que vamos caminhando para o abismo e somos sempre comparados com a Grécia. E é com esta falta de vergonha que os portugueses perdem o interesse em quem deveria tratar deles, ou seja, os políticos.

Tudo o que tem vindo à baila serve para distorcer as ideias de quem deveria servir os portugueses e ter também a exigência de melhorar o que foi feito desde o 25 de Abril.

Entrar nestas quezílias políticas, para servir interesses partidários e não nacionais, mostra a pequenez e o provincianismo que nos são tão próprios. Não lutam para melhorar, mas sim para piorar. E para isso, não contem comigo...

They're back