segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Top 50 Álbuns de 2009 para o NME - nº29
Artista: Julian Casablancas
Álbum: Phrazes For the Young
Música: 11th Dimension
Top 50 Álbuns de 2009 para o NME - nº34
Artista: Phoenix
Álbum: Wolfgang Amadeus Phoenix
Música: Lisztomania
Top 50 Álbuns de 2009 para o NME - nº35
Artista: Sonic Youth
Álbum: The Eternal
Música: Sacred Trickster
domingo, 27 de dezembro de 2009
A lógica da esperteza saloia
A Brisa anunciou que vai aumetar dois troços de duas auto-estradas na Margem Sul.
De todas as autoestradas que existem no país, apenas estes singelos troços serão aumentados. E porquê?
"As excepções são os sublanços Palmela-Nó de Setúbal (A2/A12) e Montijo-Pinhal Novo, assumindo estes um “carácter específico”, uma vez que estão relacionados com a “incorporação de novos quilómetros ao domínio da concessão ou outros reajustamentos”, informou a secretaria de Estado das Obras Públicas."
E quais são as incorporações de novos quilómetros? A expansão de duas para três vias, ainda em obras. Obras dessas que deveriam não ser pagas e são.
É esta a verdadeira esperteza saloia que tanto caracteriza o povo português e as suas empresas. Mas o verdadeiro problema é que como são troços pouco utilizados, as pessoas não irão protestar e assim, a BRISA pode continuar a gozar com a nossa cara como se nada fosse.
Se as mesmas pessoas que este fim-de-semana encheram as novas catedrais do consumo tivessem a mesma vontade de lutar pelos seus direitos, talvez esses senhores de fato e gravata e discurso fácil na comunicação social tivessem mais dificuldades em fazerem o que lhes apetece.
Assim sendo, cada um tem aquilo que merece, e por muito que me custe dizer, nós (povo em geral) merecemos.
De todas as autoestradas que existem no país, apenas estes singelos troços serão aumentados. E porquê?
"As excepções são os sublanços Palmela-Nó de Setúbal (A2/A12) e Montijo-Pinhal Novo, assumindo estes um “carácter específico”, uma vez que estão relacionados com a “incorporação de novos quilómetros ao domínio da concessão ou outros reajustamentos”, informou a secretaria de Estado das Obras Públicas."
E quais são as incorporações de novos quilómetros? A expansão de duas para três vias, ainda em obras. Obras dessas que deveriam não ser pagas e são.
É esta a verdadeira esperteza saloia que tanto caracteriza o povo português e as suas empresas. Mas o verdadeiro problema é que como são troços pouco utilizados, as pessoas não irão protestar e assim, a BRISA pode continuar a gozar com a nossa cara como se nada fosse.
Se as mesmas pessoas que este fim-de-semana encheram as novas catedrais do consumo tivessem a mesma vontade de lutar pelos seus direitos, talvez esses senhores de fato e gravata e discurso fácil na comunicação social tivessem mais dificuldades em fazerem o que lhes apetece.
Assim sendo, cada um tem aquilo que merece, e por muito que me custe dizer, nós (povo em geral) merecemos.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Sentir o Natal
A acabar o dia, e estando uma semana inteira a trabalhar no horário da noite, é-me difícil descrever o sentimento sobre o Natal e tudo o que o envolve.
Com o passar dos anos e com a experiência pessoal, o Natal da solidaridade, da harmonia e da paz não existe para mim, porque não é numa semana, ou em três dias, que esses passos para a redenção sejam os suficientes para sermos bonzinhos.
A sociedade que nos rodeia, com o seu manto de individualismo não nos deixa muitas escolhas, nem no que à partilha de prendas diz respeito.
A própria partilha de prendas é o momento certo para mostrarmos tudo aquilo que não somos durante o ano.
Um bom exemplo são os jantares ou almoços com os amigos durante o ano. Essas sim, são verdadeiras prendas que nenhuma outra pode substituir: a amizade e o companheirismo, tão raros nos dias de hoje.
Para eles, o abraço do costume. Para os outros, a hipocrisia da época, Boas Festas...
Com o passar dos anos e com a experiência pessoal, o Natal da solidaridade, da harmonia e da paz não existe para mim, porque não é numa semana, ou em três dias, que esses passos para a redenção sejam os suficientes para sermos bonzinhos.
A sociedade que nos rodeia, com o seu manto de individualismo não nos deixa muitas escolhas, nem no que à partilha de prendas diz respeito.
A própria partilha de prendas é o momento certo para mostrarmos tudo aquilo que não somos durante o ano.
Um bom exemplo são os jantares ou almoços com os amigos durante o ano. Essas sim, são verdadeiras prendas que nenhuma outra pode substituir: a amizade e o companheirismo, tão raros nos dias de hoje.
Para eles, o abraço do costume. Para os outros, a hipocrisia da época, Boas Festas...
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
O Red Bull em Lisboa
Um excelente texto de João Cardoso Rosas, que ilustra a mudança do Red Bull Air Race para Lisboa e o sentimento que se vive na Cidade Invicta. No i de hoje:
"Vista a partir de Lisboa, a polémica sobre a transferência da Red Bull Air Race das margens do Douro para as do Tejo parece uma questão menor. Os protestos dos autarcas locais soam a ouvidos lisboetas como mais um episódio de provincianismo, ainda mais porque vêm embrulhados naquela pronúncia do norte a que, como diria o Rui Reininho, "os tontos chamam torpe".
No entanto, vista a partir do Porto, tem uma enorme carga simbólica. A última década não foi boa para esta cidade nem, globalmente, para a região Norte. Enquanto a região de Lisboa enriqueceu e ultrapassou a média comunitária, a região do Porto empobreceu e afastou-se drasticamente dessa média. Há muita gente que se considera bem informada que não sabe isto: o Grande Porto e o Norte em geral estão hoje entre as regiões mais pobres da Europa - e não era assim há poucos anos. O salário médio de um habitante do Norte é cerca de 250 euros mais baixo que o de um habitante de Lisboa. O desemprego é também maior no Porto e no Norte, especialmente o desemprego de longa duração.
Todos estes indicadores são inequívocos e conhecidos. Mas, sejamos honestos: são geralmente ignorados em Lisboa e por parte do poder central. Os dados económicos e sociais sobre o país costumam ser apresentados de forma agregada, escondendo as enormes disparidades regionais. O desequilíbrio entre Sul e Norte, e sobretudo entre Lisboa e Porto, no que diz respeito ao investimento público é uma realidade. O investimento privado acompanha-o. Isso deve-se à relação clientelar que o Estado português tem com as empresas. Mesmo os grupos que nasceram no Porto sentiram, nos anos mais recentes, a necessidade de se fixarem em Lisboa para estarem junto do poder político do qual largamente dependem (a notável excepção é a Sonae - mas tem pago por isso um elevado preço). Hoje em dia, basta passear pelo centro do Porto para constatar a degradação da cidade. Mas o problema não está só na infra-estrutura física. A perda de centralidade do Porto, que acompanha o seu declínio económico, reflecte-se na falta de oportunidades. A cidade tem uma boa universidade, mas não tem condições para fixar as pessoas que forma, e por isso se encontra hoje tanta gente do Porto em Lisboa. O Porto já não atrai, repele.
Embora não viva no Porto, vou lá muitas vezes. Nos dias em que decorria a Red Bull Air Race, o Porto era mais sorridente e cosmopolita, em contraste com a sua realidade quotidiana. O evento era uma esperança para a cidade e, talvez por isso, ao contrário de tantos que comentaram este caso, compreendo bem a reacção dos autarcas locais. Visto a partir do Porto, o episódio da transferência para Lisboa é um golpe baixo contra uma cidade empobrecida, em crise profunda, abandonada pelo poder central e esquecida pelos portugueses."
"Vista a partir de Lisboa, a polémica sobre a transferência da Red Bull Air Race das margens do Douro para as do Tejo parece uma questão menor. Os protestos dos autarcas locais soam a ouvidos lisboetas como mais um episódio de provincianismo, ainda mais porque vêm embrulhados naquela pronúncia do norte a que, como diria o Rui Reininho, "os tontos chamam torpe".
No entanto, vista a partir do Porto, tem uma enorme carga simbólica. A última década não foi boa para esta cidade nem, globalmente, para a região Norte. Enquanto a região de Lisboa enriqueceu e ultrapassou a média comunitária, a região do Porto empobreceu e afastou-se drasticamente dessa média. Há muita gente que se considera bem informada que não sabe isto: o Grande Porto e o Norte em geral estão hoje entre as regiões mais pobres da Europa - e não era assim há poucos anos. O salário médio de um habitante do Norte é cerca de 250 euros mais baixo que o de um habitante de Lisboa. O desemprego é também maior no Porto e no Norte, especialmente o desemprego de longa duração.
Todos estes indicadores são inequívocos e conhecidos. Mas, sejamos honestos: são geralmente ignorados em Lisboa e por parte do poder central. Os dados económicos e sociais sobre o país costumam ser apresentados de forma agregada, escondendo as enormes disparidades regionais. O desequilíbrio entre Sul e Norte, e sobretudo entre Lisboa e Porto, no que diz respeito ao investimento público é uma realidade. O investimento privado acompanha-o. Isso deve-se à relação clientelar que o Estado português tem com as empresas. Mesmo os grupos que nasceram no Porto sentiram, nos anos mais recentes, a necessidade de se fixarem em Lisboa para estarem junto do poder político do qual largamente dependem (a notável excepção é a Sonae - mas tem pago por isso um elevado preço). Hoje em dia, basta passear pelo centro do Porto para constatar a degradação da cidade. Mas o problema não está só na infra-estrutura física. A perda de centralidade do Porto, que acompanha o seu declínio económico, reflecte-se na falta de oportunidades. A cidade tem uma boa universidade, mas não tem condições para fixar as pessoas que forma, e por isso se encontra hoje tanta gente do Porto em Lisboa. O Porto já não atrai, repele.
Embora não viva no Porto, vou lá muitas vezes. Nos dias em que decorria a Red Bull Air Race, o Porto era mais sorridente e cosmopolita, em contraste com a sua realidade quotidiana. O evento era uma esperança para a cidade e, talvez por isso, ao contrário de tantos que comentaram este caso, compreendo bem a reacção dos autarcas locais. Visto a partir do Porto, o episódio da transferência para Lisboa é um golpe baixo contra uma cidade empobrecida, em crise profunda, abandonada pelo poder central e esquecida pelos portugueses."
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Há coisas fantásticas, não há?
- Os funcionários das empresas de distribuição resolveram convocar uma greve para o dia 24 de Dezembro, em protesto com as previstas 60 horas semanais de trabalho. Belmiro já veio dizer que espera que os sindicatos pensem bem nas medidas a tomar...
- Soube-se também que se o salário mínimo fosse adequado ao que tem sido a inflação, seria superior a 500 euros. Os patrões preferiam apenas 10 Euros de aumento para o próximo ano, ficando assim nos 460...
É engraçado ver estes papéis destes verdadeiros sabujos que não têm a menor vergonha na cara, quando se trata de defender os direitos dos trabalhadores. Sempre a pensar nos lucros fáceis, esquecem-se das coisas mais básicas como as relações e as condições humanas para atingir esse lucro.
Há aí muita gente que deveria sofrer aquilo que Berlusconi sofreu...
- Soube-se também que se o salário mínimo fosse adequado ao que tem sido a inflação, seria superior a 500 euros. Os patrões preferiam apenas 10 Euros de aumento para o próximo ano, ficando assim nos 460...
É engraçado ver estes papéis destes verdadeiros sabujos que não têm a menor vergonha na cara, quando se trata de defender os direitos dos trabalhadores. Sempre a pensar nos lucros fáceis, esquecem-se das coisas mais básicas como as relações e as condições humanas para atingir esse lucro.
Há aí muita gente que deveria sofrer aquilo que Berlusconi sofreu...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Publicidade
http://producten.hema.nl
Podem ir a este site e vejam como a venda de produtos pode funcionar como publicidade a um site.
às vezes, não são precisas grandes campanhas de marketing. Basta uma ideia simples e um click.
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às vezes, não são precisas grandes campanhas de marketing. Basta uma ideia simples e um click.
sábado, 12 de dezembro de 2009
12/12 - Um dia como outro qualquer
Poderia ser um dia como outro qualquer, e poderia ser recordado por muitas coisas, mas eu prefiro destacar estas:
- Em 1978, foi nesta data que houve a primeira greve de jornalistas em Portugal, após o 25 de Abril. Seria uma coisa inimaginável nos dias de hoje...
- Em 1990, tinham começado a ser julgados os assassínos de Chico Mendes, antigo activista dos direitos da Amazónia. Os assassínos foram julgados a 19 anos de prisão e a Amazónia continuou a ser desbastada...
- Em 1994, Collor de Mello era ilibado pelo Supremo Tribunal do Brasil, por falta de provas no crime de corrupção passiva. Como se viu ontem, o Supremo só podia estar enganado...
- Em 2004, o FC Porto ganhava a Taça Intercontinental. De acordo com Platini, não se sabe com batotice ou não. Os regulamentos da UEFA que expliquem...
- Em 1978, foi nesta data que houve a primeira greve de jornalistas em Portugal, após o 25 de Abril. Seria uma coisa inimaginável nos dias de hoje...
- Em 1990, tinham começado a ser julgados os assassínos de Chico Mendes, antigo activista dos direitos da Amazónia. Os assassínos foram julgados a 19 anos de prisão e a Amazónia continuou a ser desbastada...
- Em 1994, Collor de Mello era ilibado pelo Supremo Tribunal do Brasil, por falta de provas no crime de corrupção passiva. Como se viu ontem, o Supremo só podia estar enganado...
- Em 2004, o FC Porto ganhava a Taça Intercontinental. De acordo com Platini, não se sabe com batotice ou não. Os regulamentos da UEFA que expliquem...
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