sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Assim se vê...

A semana passada, greve dos enfermeiros...

Ontem, manifestação dos estudantes do ensino secundário...

Hoje, manifestação da função pública...

Afinal, o PCP está em força...

A crise que não existe

Expectativa própria de um Governo que gosta de propaganda e atenção foi o espectáculo (mais um) protagonizado pelo Ministro das Finanças, o tal que trabalha 24 horas por dia e de noite, se for preciso.
Talvez por trabalhar tanto, conseguiu atrasar mais uma vez a sua própria conferência de imprensa, talvez mostrando que tem poder para tal. Obviamente que o deixam.
E tanto suspense para quê? Para nada! Para dizer que vai usar as ínfimas leis que tem ao dispor para que o Orçamento não resvale ainda mais do que o previsto.

Na Assembleia, PS e restante oposição degladiam-se para saber quem terá os lucros sobre um endividamento máximo de 50 milhões de Euros das Regiões Autónomas. Açores e Madeira ficam à espera de saber se será uma decisão continental a alimentar ainda mais os estigmas que existem com as ilhas e com os dinheiros que lhes são atribuídos, sempre numa conjuntura de desenvolvimento regional.

O Ministro, entretanto, fazendo o beicinho característico deste Governo sempre que é verdadeiramente posto à prova, veio rapidamente afirmar que a culpa é dos outros, naquela característica tão típica e portuguesa de sacudir a água do capote e de quem vier atrás, que cuide do estrago.

O problema efectivo e real é mesmo esse: Não haver alguém que, ordeiramente e com sentido de responsabilidade, dê um murro na mesa e tente lutar por um país que há muito está junto ao lodo e à lama que os políticos o deixaram...

O terror...

As notícias parangonas da nossa sociedade acordaram hoje com medo da ETA. Que tinha uma base em Portugal, que era grave, que ia acontecer isto e aquilo.

O problema da nossa comunicação social é que gosta de alertar, alarmar e criar pânico nas pessoas. Pelo menos, é isso que se nota sempre que é dada uma notícia sempre com tom dramático e dantesco.

O problema da ETA é em Espanha, é com Espanha que eles lutam e por isso, a criação de uma base em Portugal é apenas e só uma mostra do nosso desleixo muito próprio. Ao invés, zurzimos com a possibilidade de um ataque em solo luso, quando basta fazer uma pequena pesquisa e notar que a ETA prefere atacar em quem a tem atacado.

Sejamos um pouco mais conscientes dos perigos que podemos mandar da boca para fora. Poupava-nos o alarmismo e a preocupação desnecessária.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Deus e o Diabo

Corria o ano de 2000 (bem para os finais de 2000), quando o primeiro jogo como Presidente do SL Benfica para a Taça de Portugal de Manuel Vilarinho se disputava em Campo Maior.

Em dia de jogo, comunicação social incluída, havia o almoço entre direcções, dada neste caso, pela do Campomaiorense, na pessoa de Pedro Morcela, que amigavelmente, nos convidou para almoçar junto da mesa directiva.

Uma mesa para as direcções e outra para as comunicações. No final do almoço, o Comendador Rui Nabeiro junta-se à comunicação, porque estava farto de ouvir falar em futebol, jogadores e transacções. Preferia falar de outros temas com os camaradas da comunicação e a conversa foi parar aos lotes de café com que o Comendador tão bem serve em Portugal e no estrangeiro. Dizia ele que estava à espera de 14 contentores vindos de Angola no dia seguinte, no Porto de Lisboa, para poderem ir para Campo Maior, a fim de serem tratados e comercializados.

É nesta altura que alguém na mesa pergunta a Rui Nabeiro, como é que, derivado à guerra em Angola, o café chegava ao Porto de Luanda e tomava o caminho de Portugal. Rui Nabeiro respondeu da seguinte forma: "Em tempo de guerra, temos de nos dar bem com Deus e com o Diabo!". Foi o suficiente para a mesa perceber o que estava em jogo.

Dez anos depois, Deus continua a mandar em Angola e o Diabo foi morto. Em Portugal, só há um Deus, que por sinal, tem nome de filósofo. Mas é um Deus fraco, que se aproveita das ameaças para se tornar forte, usando os meios para atingir os fins. E neste caso, os meios utilizados são os da comunicação. Ai do Diabo, os pobres jornalistas, opinadores ou figuras que ousem colocar o poder de Deus em vão.

Ele é mortífero, usa a sua teia e o seu controle para que nada escape. Ao menor sinal de ruptura, lá existe uma chamada para um gabinete importante, a dizer que não pode ser. Sua Santidade tem de ser venerado, custe o que custar, doa a quem doer.
E assim, no dia seguinte, a sua agenda repleta de demagogia e caciquismo será acompanhada "ad eternum" até os placards com frases sugestivas e as tendas de cocktail rápido serem desmontados.

Usa a comunicação, segrega-a, tudo está bem quando acaba bem, porque os problemas são resolvidos sempre ao telefone, sem coragem de enfrentar e discutir com quem discorde dele, usando os corredores e a "coscuvilhice" própria de quem não tem coragem de assumir os seus actos.

No Portugal do Séc. XXI, em 2010, ainda há quem tenha os dotes próprios de uma cultura beirã enraizada no ódio pessoal e na picuinhice tão própria que continua a fazer de nós pequeninos, pequeninos, pequeninos...

Ter um Deus assim não é uma benção, mas um sacrilégio. Não há para aí um Diabo como deve de ser?

domingo, 31 de janeiro de 2010

A timeline do Twitter

"JMF1957 Sócrates apela à união nacional pelo respeito dos valores da República. União Nacional? O nome do antigo partido único?", José Manuel Fernandes, ex-directo d'O Público

De vez em quando o nosso Primeiro-Ministro bem tenta lembrar tempos áureos, como quando era maioritário...

"JorgeSeguro Tenho esperança que os exemplos da República reforcem a responsabilidade dos agentes políticos em 2010. Portugal merece."

Jorge Seguro bem pode esperar que os seus colegas tentem fazer o que ele quer. Simplesmente, acho que não vão ser capazes. A tentação é bem maior...

"JMF1957 A nossa I República está para as ideias de República e de Democracia mais ou menos como a URSS estava para a ideia de socialismo democrático"

Se calhar para José Manuel Fernandes, o tempo da II República foi melhor...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Espelho, espelho meu...

Belmiro de Azevedo: "Cavaco é um ditador!"

Chapadona de Luva Branca

Quando Orlando Duarte foi avisado pelo Presidente da Federação de que teria de ganhar o Europeu de Futsal, percebeu nitidamente que o seu lugar na FPF estava em causa.

De nada valeram os sucessivos apuramentos para Europeus e Mundiais, onde potências como a Espanha, o Brasil, a Itália (segunda equipa do Brasil) ou a Rússia são tomadas em conta, especialmente se Gilberto Madaíl não estiver sóbrio, facto que é bastante normal no Presidente da FPF.

O apuramento para a final do Europeu de Futsal conseguido hoje, é a maior das chapadas que alguém poderia levar, especialmente com classe.

Os parabéns, desde já, a todos os jogadores e equipa técnica que brilhantemente tem dignificado o nome de Portugal.

O Benfica é isto!

Na passada segunda-feira, em trabalho, tive a possibilidade de ter estado perto de Zidane e Káká, dois dos melhores jogadores do Mundo e que na última década encheram as medidas de muitos. Só faltou Maradona para a festa ter sido completa.

Mas os que mais me interessavam eram estes: Neno, Abel Silva, Pietra, Humberto Coelho, Hélder, Valido, Veloso, Mozer, Paulo Madeira, Shéu, Paneira, Poborsky, Néné, Rui Águas, Valdo, Chalana, Schwarz e um enorme Mats.

Esses sim, foram aqueles que fizeram com que a minha paixão com o Benfica fosse uma coisa séria, muito séria.
E do pouco tempo disponível, sobrou este...



Magnusson, um Senhor com todo o sentido de benfiquismo, mesmo na longínqua Suécia... Obrigado Mats, pelos momentos de ontem e de hoje...

Obrigado à Isabel Cutileiro, pela foto.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

É o que temos

Estamos em quarta-feira e o aluimento de terras na CREL foi na sexta. Ainda não há previsão de quando vai abrir novamente ao trânsito o troço que ficou interrompido.
A Brisa não sabe, despacha a culpa para alguém.
A mesma Brisa que nos cobra portagens quando os troços estão em obras, a mesma Brisa que não arranja o asfalto das auto-estradas, a mesma Brisa que teima em ter lucros e mais lucros, nada faz.

É uma tendência muito própria da nossa existênica. Nunca temos culpa de nada e a culpa é sempre dos outros. Mesmo daqueles que ganham e muito com as coisas.